Arquivado em dezembro, 2008
UMA CHANCE PARA ACREDITAR…
Publicado em 28 / dez / 2008.
“Acredite apenas
no que seus olhos vêem
e seus ouvidos ouvem!
Também não acredite
no que seus olhos vêem
e seus ouvidos ouvem.
Saiba também
que não crer algo
significa algo crer”.
(Brecht, 1898 – 1956) Há 10 anos, um grupo de Prêmios Nobel da Paz reuniu-se em Paris para os 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Participavam deste encontro Norman Borlaug, Adolfo Perez Esquivel, Dalai Lama, Mikhail Gorbachev, Mairead Maguire, Nelson Mandela, Rigoberta Menchuntum, Shimon Peres, José Ramos Horta, Jopeph Roblat, Desmand Mpilo Tutu, David Trimble, Elie Wiesel e Carlos Felipo Ximenes Belo.
A UNESCO, Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura, responsável pelos eventos que ocorreriam no ano 2000, declarado Ano Internacional da Cultura de Paz, fez uma pergunta para cada ganhador do Prêmio Nobel:
- “O que qualquer pessoa pode fazer, independente de religião, ideologia, raça, para termos um mundo melhor?
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A resposta surgiu no “Manifesto 2000 Para Uma Cultura de Paz e Não-violência”, com apenas seis pontos, fundamentais.
Estendemos no Varal este Manifesto, para servir de reflexão, análise e apreciação de todos que ainda possuem esperança. E buscam seus sonhos.
MANIFESTO 2000
Reconhecendo minha cota de responsabilidade com o futuro da humanidade, especialmente as crianças de hoje e das gerações futuras, eu me comprometo, em minha vida diária, na minha família, no meu trabalho, na minha comunidade, no meu estado e no meu país, a:
1. “RESPEITAR TODAS AS VIDAS”.
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Respeitar a vida e a dignidade de cada ser humano, sem discriminação nem preconceito.
2. “REJEITAR A VIOLÊNCIA”.
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Praticar a não-violência ativa, rejeitando a violência em todas as suas formas: física, sexual, psicológica, econômica e social, particularmente em relação aos mais pobres e aos mais vulneráveis, como as crianças e os adolescentes.
3. “LIBERAR MINHA GENEROSIDADE”.

Compartilhar o meu tempo e meus recursos materiais, cultivando generosidade, visando o fim da exclusão, da injustiça e da opressão política e econômica.
4. “OUVIR PARA COMPREENDER”.
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Defender a liberdade de expressão e a diversidade cultural, privilegiando sempre a escuta e o diálogo, sem ceder ao fanatismo, à maledicência e à rejeição do outro.
5. “PRESERVAR O PLANETA”.
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Promover um consumo responsável e um modelo de desenvolvimento que respeitem todas as formas de vida e preservem o equilíbrio dos recursos naturais do planeta.
6. “REDESCOBRIR A SOLIDARIEDADE”.
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Contribuir para o desenvolvimento da minha comunidade com a plena participação das mulheres e o respeito dos princípios democráticos, de modo a criarmos juntos novas formas de solidariedade.
Eu penso que este Manifesto é o que há de mais avançado nos dias de hoje. Seja o que você for ou acredita ser é possível botá-lo em prática.
Como diz o poema de Brecht, serve até para os que acreditam nada acreditar.
Como esperançoso confesso, desejo que a próxima volta ao redor do sol tenha raios mais brilhantes, cheios de paz.
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