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		<title>EM DEFESA DO TIÃO VIANA&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 10:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Afonso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Nem na &#233;poca da Ditadura Militar (1964-1984), quando &#233;ramos clandestinos, existiam panfletos t&#227;o agressivos contra os advers&#225;rios pol&#237;ticos, mesmo com toda a repress&#227;o, cassa&#231;&#227;o de parlamentares, torturas e mortes. Agredida era a democracia, a sociedade progressista e todos os que lutavam pelas liberdades pol&#237;ticas.
Felizmente, n&#227;o se pode voltar ao passado. Mas devemos cultivar a mem&#243;ria. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Nem na &eacute;poca da Ditadura Militar (1964-1984), quando &eacute;ramos clandestinos, existiam panfletos t&atilde;o agressivos contra os advers&aacute;rios pol&iacute;ticos, mesmo com toda a repress&atilde;o, cassa&ccedil;&atilde;o de parlamentares, torturas e mortes. Agredida era a democracia, a sociedade progressista e todos os que lutavam pelas liberdades pol&iacute;ticas.</p>
<p style="text-align: justify; ">Felizmente, n&atilde;o se pode voltar ao passado. Mas devemos cultivar a mem&oacute;ria. 	Hoje &ndash; &eacute; preciso sempre dizer isso &#8211; ainda estamos dando os passos iniciais para a consolida&ccedil;&atilde;o de uma sociedade democr&aacute;tica. Processo que exige paci&ecirc;ncia e firmeza, porque estamos buscando construir um novo esp&iacute;rito do tempo.</p>
<p style="text-align: justify; ">Mesmo nesta democracia em constru&ccedil;&atilde;o, devemos valorizar a voz, o direito da manifesta&ccedil;&atilde;o aberta, clara, acess&iacute;vel a todos, especialmente pelos novos mecanismos das m&iacute;dias atuais. Os partidos est&atilde;o legalizados, a estrutura jur&iacute;dico-pol&iacute;tica do Estado mais transparente e uma nova cidadania se consolida. O processo civilizat&oacute;rio, afora as controv&eacute;rsias atuais, continua inexor&aacute;vel.</p>
<p style="text-align: justify; ">Mas a civilidade minimamente sensata &eacute; uma necessidade da democracia, sob pena dela refluir e dar espa&ccedil;o ao retrocesso grotesco, vulgar, muitas vezes ausente de conte&uacute;dos.</p>
<p style="text-align: justify; ">Diz-se que o p&eacute;ssimo cr&iacute;tico &eacute; aquele que na aus&ecirc;ncia de proposta melhor, ou movido pela morbidez pequena da inveja, ataca o poeta. Parece ser mais f&aacute;cil. Parece, mas n&atilde;o &eacute;.</p>
<p style="text-align: justify; ">A hist&oacute;ria, a democracia, s&atilde;o um fazer coletivo. Mas a pol&iacute;tica est&aacute; entre os homens, como afirmava a fil&oacute;sofa Hannah Arendt, que tanto iluminou nossa compreens&atilde;o sobre os riscos do autoritarismo verbal travestido de pseudo-liberdade e do hipercriticismo vazio como se fosse sin&ocirc;nimo de radicalidade democr&aacute;tica.</p>
<p style="text-align: justify; ">O desrespeito ostensivo e a cr&iacute;tica abusiva, ca&oacute;tica, &agrave;s diferen&ccedil;as e &agrave; dignidade das pessoas n&atilde;o significam um avan&ccedil;o pol&iacute;tico ou uma novidade progressista. Pelo contr&aacute;rio. Camuflam vontades e interesses obscuros por antigas pr&aacute;ticas que foram e est&atilde;o sendo retiradas do contexto social, como a corrup&ccedil;&atilde;o, arma&ccedil;&otilde;es de grupos, conspira&ccedil;&otilde;es a qualquer pre&ccedil;o pelo poder.</p>
<p style="text-align: justify; ">Particularmente, sempre respeitei os advers&aacute;rios de ideias. Eles nos ensinam a fortalecer nossos acertos e reconhecer nossos erros. Escuto com muita humildade e aten&ccedil;&atilde;o uma cr&iacute;tica honesta. Valorizo uma ideia contr&aacute;ria pela autoridade do argumento apresentado, procuro separar o que &eacute; real e o que faz parte do ru&iacute;do pol&iacute;tico. Escrevo assim porque j&aacute; fui parlamentar, sindicalista e militante estudantil. Claro, j&aacute; cometi &ndash; e cometo &ndash; muitos erros em meus atos e nas cr&iacute;ticas que por vezes fa&ccedil;o. Mas sempre tive cuidado com duas coisas: criticar quando houver uma proposta melhor e nunca, nunca, atacar a pessoa da ideia, a dignidade, a honra do ser humano advers&aacute;rio.</p>
<p style="text-align: justify; ">Isso &eacute; utopia? Coisa de sonhador? N&atilde;o. Isso &eacute; respeito ao contradit&oacute;rio, &agrave; dial&eacute;tica e ao di&aacute;logo. Sem esse esfor&ccedil;o, volta-se &agrave; barb&aacute;rie, ataca-se a religi&atilde;o, a fam&iacute;lia, a op&ccedil;&atilde;o sexual e a privacidade de quem pensa diferente de voc&ecirc;. 	Eu, n&oacute;s, conhecemos o Ti&atilde;o Viana. Admiro e respeito seus pais, seus irm&atilde;os, sua esposa e filhos. E dou muito apre&ccedil;o a isso. Mas valorizo coisas no Ti&atilde;o que somente aqueles que s&atilde;o mais pr&oacute;ximos percebem: sua profunda honestidade com as ideias e uma generosidade que adv&eacute;m dos grandes m&eacute;dicos que sabem o poder das dores e dos al&iacute;vios. Por isso, al&eacute;m do seu esp&iacute;rito crist&atilde;o, ele se dedica verdadeiramente ao coletivo. E n&atilde;o &eacute; de hoje. A diferen&ccedil;a &eacute; que agora ele gosta de ser governador, tem satisfa&ccedil;&atilde;o, alegria mesmo, com isso.</p>
<p style="text-align: justify; ">Escrevo este Varal em solidariedade ao amigo Ti&atilde;o, o companheiro dos bons combates, que vem sofrendo ataques &agrave; sua pessoa, dignidade e fam&iacute;lia. Fa&ccedil;o, porque sou dessa gera&ccedil;&atilde;o, desse projeto pol&iacute;tico que mudou a hist&oacute;ria do Acre e porque tenho orgulho das nossas vit&oacute;rias. Poder&iacute;amos ter seguido rotas diferentes na vida. Mas resolvemos abra&ccedil;ar de frente os desafios, procuramos confiar nas pessoas, respeitar suas simplicidades e dignidades. Aprender com a vida, ter alegria de servir, ajudar, valorizar.</p>
<p style="text-align: justify; ">E tamb&eacute;m por continuar acreditando numa divertida e muito verdadeira afirma&ccedil;&atilde;o de Dick Corrigan: &ldquo;As pessoas s&aacute;bias falam das ideias, as comuns falam das coisas, as med&iacute;ocres falam das pessoas&#8230;&rdquo;.</p>
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		<title>FAZER FAZENDO!</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2012 03:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Afonso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160;
TEXTO DE JURACY XANGAI

&#160;
NOTA: Nesta semana, minha fam&#237;lia viveu momentos de dor, mas tamb&#233;m de uni&#227;o. Foram passear nas estrelas nosso tio Sebasti&#227;o Pontes e o jovem primo M&#225;rio S&#233;rgio. Os primos Esteph&#226;nia e Crio autorizaram a mim e ao Xangai que escrev&#234;ssemos um texto em mem&#243;ria do tio. Xangai teve mais for&#231;a e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp; &nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="font-size: medium; "><b><span style="color: black; line-height: 115%; ">TEXTO DE JURACY XANGAI</span></b></span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; "><b><span style="color: rgb(192, 0, 0); line-height: 115%; font-size: 12pt; ">NOTA: </span></b><span style="color: rgb(192, 0, 0); line-height: 115%; font-size: 12pt; ">Nesta semana, minha fam&iacute;lia viveu momentos de dor, mas tamb&eacute;m de uni&atilde;o. Foram passear nas estrelas nosso tio Sebasti&atilde;o Pontes e o jovem primo M&aacute;rio S&eacute;rgio. Os primos Esteph&acirc;nia e Crio autorizaram a mim e ao Xangai que escrev&ecirc;ssemos um texto em mem&oacute;ria do tio. Xangai teve mais for&ccedil;a e fez este lindo depoimento, literatura sens&iacute;vel. Xangai &eacute; filho adotivo, primo querido e amigo de sempre. Com seu texto, o Varal deste domingo &eacute; dedicado aos dois viajantes das estrelas.</span></span><span style="color: rgb(192, 0, 0); line-height: 115%; font-size: 12pt;"> </span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;">&nbsp;</div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O frio cortante da madrugada n&atilde;o conseguia impedir o suor nervoso que escorria pelo rosto e ia descendo pelo corpo recurvado em preces aos c&eacute;us, &uacute;nica ajuda poss&iacute;vel para a esposa sofrendo em trabalho de parto que deixava as aparadeiras j&aacute; sem muita esperan&ccedil;a de salvar a m&atilde;e nem a crian&ccedil;a. Ent&atilde;o o alvorecer do terceiro dia ouviu o choro do menino ecoar cobrindo o cantar do galo.</span></div>
<p>
&nbsp;<img width="400" height="340" align="middle" style="width: 486px; height: 419px;" alt="" vspace="10" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image001(28).jpg" /></p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><b><span style="line-height: 115%; font-size: 10pt;">Sebasti&atilde;o Pontes com o pai, Antonio.</span></b></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em l&aacute;grimas Ant&ocirc;nio segurava nas m&atilde;os o menino dedicando seu nome a S&atilde;o Sebasti&atilde;o pela gra&ccedil;a da vida. Floresta adentro, nascia Sebasti&atilde;o Roque Pereira Pontes no dia dezessete de mar&ccedil;o de 1927, mas a m&atilde;e n&atilde;o desocupava da placenta, entre ch&aacute;s, rezas e benzeduras, efici&ecirc;ncias &uacute;nicas da sa&uacute;de no seringal, salvou-se nas &uacute;ltimas. A vida seguia seu curso naquele cortar e colher borracha, conferir o peixe no espinhel, &agrave;s seis da tarde o ter&ccedil;o, as ora&ccedil;&otilde;es e os estudos da espiritualidade vivida no exemplo da temperan&ccedil;a que produziram serenidade no ser e no fazer de uma exist&ecirc;ncia exemplar que j&aacute; n&atilde;o se v&ecirc; mais.</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Eu n&atilde;o sabia de nada disso, l&aacute; em S&atilde;o Paulo, quando coloquei nos ombros a mochila rumo a Cuiab&aacute; onde pegaria o avi&atilde;o para Rio Branco a fim de rever os amigos acreanos com quem tinha convivido tr&ecirc;s anos no Col&eacute;gio Agropecu&aacute;rio de Iguape. Tinha certeza que do Acre ao Peru, objetivo da viagem, seriam horas, talvez dias pela estrada de terra tra&ccedil;ada no mapa. Assim que desembarquei no aeroporto dei de cara com o ar abafado e o sol em morma&ccedil;o daquele fevereiro de 1984 sem ter a m&iacute;nima id&eacute;ia de que pegaria carona naquela hist&oacute;ria de vida que, de certa forma, faz parte da pr&oacute;pria hist&oacute;ria acreana. </span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><i><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">Carona na hist&oacute;ria</span></i></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Peguei um t&aacute;xi e segui direto para a casa do Shirley, ou apenas &ldquo;Xis&rdquo; como ainda &eacute; conhecido, mas enquanto subia as escadas para entrar na varanda em que estavam Xis e Petec&atilde;o, surge o B&aacute; que passava de moto, parou cumprimentou a todos e praticamente me arrastou para a casa de seu pai, o Sebasti&atilde;o Pontes. Chegamos na hora do almo&ccedil;o e j&aacute; nas primeiras conversas descobri que estava ilhado, n&atilde;o havia como seguir viagem por terra ao Peru durante o inverno quando mal se sa&iacute;a de Rio Branco para o Quinari, Brasil&eacute;ia ent&atilde;o, imposs&iacute;vel, Assis Brasil, nem de avi&atilde;o.</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nas primeiras conversas, ainda &agrave; mesa, ouvi o ecoar dos tiros, o tilintar das baionetas e gritos da Revolu&ccedil;&atilde;o Acreana, na qual, o Capit&atilde;o Cir&iacute;aco, av&ocirc; de Sebasti&atilde;o Pontes, lutara ao lado de Pl&aacute;cido de Castro pela conquista destas terras para o Brasil. Cir&iacute;aco era pai de Ant&ocirc;nio e av&ocirc; de Sebasti&atilde;o, marido de Maria, m&atilde;e dos meus amigos B&aacute; e Bod&oacute;. Ela preparava a melhor caldeirada de surubim e os melhores charutos do Acre. A cozinha era seu dom&iacute;nio e para relaxar um pif-paf com filhas, genros e noras, enquanto os homens conversavam na varanda sobre a pol&iacute;tica e os neg&oacute;cios, a cada final de semana. &nbsp;Vida em fam&iacute;lia, coisa rara hoje em dia, onde a conviv&ecirc;ncia e os valores s&atilde;o coisa do passado.</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quanto a mim, que estava decidido a ir ao Peru por terra, recusei as sugest&otilde;es de voar a Brasil&eacute;ia, dali a La Paz seguindo pra Cusco. O destino era a estrada, ent&atilde;o a &uacute;nica alternativa seria aguardar a chegada do ver&atilde;o que s&oacute; aconteceria a partir de maio ou junho. Para ocupar o tempo e economizar dinheiro, aceitei emprego como t&eacute;cnico da Secretaria do Desenvolvimento Agr&aacute;rio, isso mudou tudo, mas &eacute; outra hist&oacute;ria. O fato &eacute; que fui ficando. Com o tempo, talvez at&eacute; bem mais que dos filhos que j&aacute; conhecia, me tornei e fui tornado amigo de Sebasti&atilde;o Pontes que nos deixou &agrave;s seis horas e trinta minutos da manh&atilde; no dia 23 deste abril , aos 85 anos de idade, o que me lembra uma de suas frases mais marcantes: &ldquo;Sinto pena de morrer t&atilde;o jovem!&rdquo;</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><i><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">F&eacute; e obras</span></i></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas, voltando ao princ&iacute;pio desta hist&oacute;ria, Ant&ocirc;nio Pontes p&ocirc;s Sebasti&atilde;o, ainda um beb&ecirc;, no Jamaxi &agrave;s costas e saiu da coloca&ccedil;&atilde;o &agrave; margem do Abun&atilde;, na Bol&iacute;via. Chegou a Pl&aacute;cido de Castro e seguiu caminhando tr&ecirc;s dias pelo varadouro at&eacute; Rio Branco onde atravessou o rio Acre para chegar &agrave; igreja de S&atilde;o Sebasti&atilde;o e pagar promessa pela gra&ccedil;a recebida na salva&ccedil;&atilde;o do filho e da esposa.</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pouco tempo depois, Ant&ocirc;nio decidia vir de vez para o s&iacute;tio Capit&atilde;o Cir&iacute;aco, na seis de agosto, agora uma col&ocirc;nia onde plantava de um tudo, a come&ccedil;ar pelas seringueiras que hoje representam o &uacute;nico seringal urbano do pa&iacute;s, na entrada da Seis de Agosto, praticamente no centro de Rio Branco. Ali seus filhos aprenderam a agricultura e a pesca, num rio Acre que ainda vivia e ajudava viver os moradores da Capital.</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A exemplo do que fazia nas coloca&ccedil;&otilde;es onde tinha vivido, Ant&ocirc;nio plantou, al&eacute;m das seringueiras, cupua&ccedil;u, graviola, laranja e lim&atilde;o, condessa, marilana, abacaxi, jaca e muito mais. Dele, conta-se a hist&oacute;ria de que, mesmo sendo muito cat&oacute;lico, apreciava um trago, mas sem se embriagar, e de que ainda nos tempos dos seringais, aproveitava os feriados e finais de semana para fazer mudas de frutas que ia plantando no s&iacute;tio. Outros seringueiros que por ali passavam a caminho das festas diziam que &ldquo;plantar era besteira, pois o patr&atilde;o podia mud&aacute;-lo de coloca&ccedil;&atilde;o a qualquer momento, ent&atilde;o ele n&atilde;o iria comer da &aacute;rvore&rdquo;, ao que Ant&ocirc;nio respondia: &ldquo;Isso &eacute; bem verdade, mas, se todo mundo fizesse como eu, quando eu chegasse l&aacute;, j&aacute; tinha!&rdquo;</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Obediente ao pai, Sebasti&atilde;o foi crescendo no servi&ccedil;o do s&iacute;tio cada vez mais produtivo. Inclinado &agrave; m&uacute;sica aprendeu cavaquinho e banjo, assim assalariou-se fazendo apresenta&ccedil;&otilde;es na r&aacute;dio Difusora Acreana (onde a irm&atilde; Neuza Pontes cantava suas can&ccedil;&otilde;es) e ganhava mais algum animando festas e serenatas. Curioso, conseguiu um mestre para aprender o mister da carpintaria, em poucos meses superava o pr&oacute;prio mestre. Tamb&eacute;m sabia fazer maletas.</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse tempo, em que as mulheres eram poucas, seu primo o convidou para visitar a casa de um amigo onde conheceu Maria, filha adolescente de um gerente de seringal de Boca do Acre. Com seu jeito de menina, foi amor &agrave; primeira vista.Conversa pouca, se combinaram.&nbsp;Ela voltou, para casa, ele pediu ao pai permiss&atilde;o pra casar e recebeu consentimento.&nbsp;Logo Flora, irm&atilde; de Sebasti&atilde;o viajaria para Boca do Acre onde o primo j&aacute; havia conversado com a fam&iacute;lia de Maria e, casaram-se por procura&ccedil;&atilde;o. </span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ela veio de barco para a casinha de dois c&ocirc;modos onde fez o primeiro caf&eacute;. Logo nascia Reginaldo, recebido em l&aacute;grimas de felicidade. Tr&ecirc;s filhos estaria bom -mais que isso, era ninhada &#8211; dizia Sebasti&atilde;o, mas o amor e&nbsp;a dedica&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia s&oacute; aumentava e um ap&oacute;s outro. O tempo foi passando e ali estavam Reginaldo, Ol&iacute;via, Reny, D&oacute;ris, Dalila, Ant&ocirc;nio Jos&eacute;, Sara, Ronaldo, Sebasti&atilde;o Filho, Acrinaldo, Esteph&acirc;nia&nbsp;e Jairo, o ca&ccedil;ula. Conforme a necessidade, a casa foi sendo aumentada, as redes se cruzavam com meninos indo e vindo da escola, ajudando nas tarefas, rodeando a mesa.</span></div>
<p>
<img width="520" height="373" style="width: 470px; height: 341px;" alt="" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image003(20).jpg" /><br />
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><b><span style="line-height: 115%; font-size: 10pt;">Seringueiro, pescador, agricultor, carpinteiro, pol&iacute;tico Sebasti&atilde;o Pontes foi um desses her&oacute;is an&ocirc;nimos que soube viver seu tempo trabalhando pela constru&ccedil;&atilde;o de um Acre melhor.</span></b></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Enquanto a fam&iacute;lia crescia, Pontes ia construindo em madeira, depois em alvenaria. Era um novo tempo no Acre e comerciantes como Tufic Asmar e Mustafa Zacour substitu&iacute;am as antigas lojas em madeira pelas de tijolos, mas sem parar de funcionar. Por isso, Pontes trabalhava levantando paredes &agrave; noite e nos finais de semana, s&oacute; ent&atilde;o tirava a de madeira. Assim, foram surgindo a maioria das fachadas comerciais que ainda se pode ver enfeitando o Cal&ccedil;ad&atilde;o da Gameleira.</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apaixonado por sua terra e sua hist&oacute;ria, aficcionou-se pela pol&iacute;tica onde participava dos debates, &uacute;nica maneira de influenciar as mudan&ccedil;as necess&aacute;rias num Acre ainda territ&oacute;rio. Admirava Oscar Passos, mas defendia a eleva&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio do Acre em Estado, afinal, como dizia o autonomista Guiomard Santos : &ldquo;Mais vale comer macaxeira com autonomia, do que p&atilde;o sem liberdade!&rdquo;</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><i><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">Li&ccedil;&atilde;o de casa</span></i></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reginaldo, desde pequeno acompanhava o pai nas obras onde aprendia as primeiras li&ccedil;&otilde;es de carpintaria, alvenaria e ferragens que o levariam &agrave; engenharia. Sebasti&atilde;o nunca esqueceria o dia em que Mustafa Zacour o elogiara ao ver Reginaldo nas obras: &ldquo;Pontes faz certo, porque assim filho primeiro aprende ganhar pra depois aprender gastar!&rdquo; E sucedeu desta forma com todos os filhos naturais e adotivos.</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sem nunca deixar os servi&ccedil;os da constru&ccedil;&atilde;o, as amizades o conduziram ao com&eacute;rcio e abriu o Bazar Paulista, bem na entrada da rua Seis de Agosto e que se tornaria durante anos, uma das mais influentes da Capital. Para abastec&ecirc;-la, enfrentava viagens de tr&ecirc;s a quatro dias nos avi&otilde;es DC-3, os quais, num verdadeiro pinga-pinga, iam levando e trazendo cargas e passageiros num intermin&aacute;vel sobe e desce.</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><i><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">Capitalista, sim senhor</span></i></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><i><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></i><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;Pelos neg&oacute;cios, participou ativamente da Associa&ccedil;&atilde;o Comercial e dos processos que constitu&iacute;ram a Zona Franca de Manaus. Convidado para ser prefeito de Pl&aacute;cido de Castro (quando os prefeitos ainda eram nomeados pelos governadores), recusou-se respondendo: &ldquo;Agrade&ccedil;o a considera&ccedil;&atilde;o, no entanto, sou administrador, mas da administra&ccedil;&atilde;o privada, onde os resultados capitalistas s&atilde;o motivadores do nosso trabalho. A produ&ccedil;&atilde;o e os neg&oacute;cios &eacute; que sustentam o desenvolvimento!&rdquo;</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pessoalmente, tinha como s&iacute;mbolo m&aacute;ximo de desenvolvimento, trabalho e iniciativa privada, a cidade e o Estado de S&atilde;o Paulo. E foi dentro desta vis&atilde;o que contribuiu construindo casas comerciais, bancos como a sede da Finasa, escolas na capital, projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o, quadras esportivas (a da AABB em Rio Branco) e muitas outras. O mestre de obras s&oacute; cedeu seu lugar &agrave; frente dos neg&oacute;cios quando Reginaldo formou-se em engenharia civil fundando a Construtora Arco &Iacute;ris que com seus tratores ajudou a desbravar caminhos, construir escolas, postos de sa&uacute;de, especialmente nos projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o do Incra.</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Entre um deslocamento e outro pelas obras, foi transformando cada um dos motoristas em carpinteiros, pintores, eletricistas, numa escola pr&aacute;tica que fez de alguns deles mestres na obra.</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Irretoc&aacute;vel em seus servi&ccedil;os e a&ccedil;&otilde;es soube cultivar respeito e admira&ccedil;&atilde;o pelos que trabalham e assim conquistou amigos, fam&iacute;lia e pessoas como eu, que ao chegar de S&atilde;o Paulo, morei dois anos com eles integrando-me aos Pontes. Com ele passei muitas tardes ao longo destes 27 anos, aprendendo sempre mais sobre um Acre real, ao qual poucos est&atilde;o dando aten&ccedil;&atilde;o, por n&atilde;o conhecerem sua import&acirc;ncia vital.&nbsp;</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aposentou-se orgulhoso de ter dado sua contribui&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento do Acre aproveitando as oportunidades criadas pelas condi&ccedil;&otilde;es de cada tempo. Emocionalmente, nunca recuperou-se da perda de Maria. Dedicou o restante dos dias a reformas e cuidados com a casa onde viveram 48 anos juntos. Mantinha o quintal varrido e aplainado, quase polido. Varria tamb&eacute;m a cal&ccedil;ada e o meio fio at&eacute; a frente da casa de Deusa Farias, ao que justificava: &ldquo;Varro porque n&atilde;o tem quem fa&ccedil;a. Afinal de contas &eacute; vi&uacute;va de marido vivo!&rdquo;</span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="line-height: 115%; font-size: 14pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mais que um trabalhador incans&aacute;vel da iniciativa privada, sobre o qual muitos e muitos depositam sua admira&ccedil;&atilde;o moral, pelo bom filho, bom esposo, bom pai e amigo, Pontes cumpriu com honra seus 85 anos orgulhoso de um Acre que cresce, queiram ou n&atilde;o, pelas iniciativas de homens como ele. Mas Pontes n&atilde;o morreu, porque um homem s&oacute; morre quando suas obras e seu nome s&atilde;o esquecidos. Por hora, apenas mudou-se de plano, deste para o Oriente Eterno. E como bom aprendiz, repetia sempre a frase de seu pai Ant&ocirc;nio: &ldquo;&Eacute; morrendo e aprendendo!&rdquo; </span></div>
<p>
&nbsp;</p>
<div style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;">&nbsp;</div>
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		<title>Os Alunos Aplicados&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2012 11:02:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Afonso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;Fotos: Marcos Afonso
Seu Theodoro Solon Quintela, Abrahim Faraht e M&#244;nica Jana&#237;na: tradi&#231;&#227;o e modernidades dialogando&#8230;

&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;Dia desses, numa manh&#227; de sol, a Confraria da Revolu&#231;&#227;o Acreana estava reunida com a Biblioteca da Floresta. Trat&#225;vamos das atividades que poderiam ser feitas durante este ano.
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Como sempre, os encontros com a Confraria s&#227;o muito emocionantes. 
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; &#160;O Abrahim [...]]]></description>
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mso-bidi-font-family:Arial;color:#222222;mso-fareast-language:PT-BR">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></b><b style=""><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">Fotos: Marcos Afonso</span></span></b><span style="font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; color: rgb(34, 34, 34);"><img alt="" style="width: 469px; height: 352px;" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image002(72).jpg" /></span><b style=""><span style="font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; color: rgb(34, 34, 34);"><br />
</span></b><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><b style=""><span style="color: rgb(34, 34, 34);">Seu Theodoro Solon Quintela, Abrahim Faraht e M&ocirc;nica Jana&iacute;na: tradi&ccedil;&atilde;o e modernidades dialogando&#8230;</span></b></span></span><span style="font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; color: rgb(34, 34, 34);"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:<br />
justify;line-height:normal"><span style="font-size:14.0pt;font-family:&quot;Arial Narrow&quot;;<br />
mso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;mso-bidi-font-family:Arial;<br />
color:#222222;mso-fareast-language:PT-BR"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">Dia desses, numa manh&atilde; de sol, a Confraria da Revolu&ccedil;&atilde;o Acreana estava reunida com a Biblioteca da Floresta. Trat&aacute;vamos das atividades que poderiam ser feitas durante este ano.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:<br />
justify;line-height:normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como sempre, os encontros com a Confraria s&atilde;o muito emocionantes. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:<br />
justify;line-height:normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;O Abrahim Farhat (o &ldquo;Lh&eacute;&rdquo;), Seu Quintela, Adalberto Queir&oacute;z e Nonata temperavam a reuni&atilde;o com hist&oacute;rias, reflex&otilde;es e causos pitorescos. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:<br />
justify;line-height:normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas duas emo&ccedil;&otilde;es marcaram a conversa. A primeira foi quando anunciamos a nossa disposi&ccedil;&atilde;o em alojar todo o acervo de cinema e v&iacute;deo do Adalberto Queir&oacute;z na Biblioteca.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:<br />
justify;line-height:normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S&atilde;o milhares e milhares de horas de filmes realizados nos &uacute;ltimos trinta e cinco anos pelo Adalberto e seus amigos. Pioneiros do cinema no acre, eles produziram pe&ccedil;as em Super-8, 16 mm, fitas U-matic, VHS e agora DVDs. Al&eacute;m de filmes autorais rodados pela antiga ASACINE (Associa&ccedil;&atilde;o de Cinema do Acre), como &ldquo;Rosinha, a Rainha do Sert&atilde;o&rdquo; &ndash; um longa produzido em Super-8 na d&eacute;cada de 1970 e que participou do Festival de Bras&iacute;lia ganhando Pr&ecirc;mio do J&uacute;ri Popular &ndash; quil&ocirc;metros de grava&ccedil;&atilde;o guardam valiosas cenas da pol&iacute;tica de resist&ecirc;ncia &agrave; ditadura, da intensa e explosiva produ&ccedil;&atilde;o cultural da &eacute;poca, al&eacute;m de registros singulares da luta sindical e popular no Acre.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:<br />
justify;line-height:normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Todo esse acervo ficar&aacute; protegido e climatizado na Biblioteca da Floresta e ser&aacute; aberto ao p&uacute;blico e estudiosos, para alegria do Adalberto, que al&eacute;m de cineasta tamb&eacute;m &eacute; historiador.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:<br />
justify;line-height:normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A segunda emo&ccedil;&atilde;o da reuni&atilde;o partiu do Seu Quintela, um jovem senhor de 74 anos, apaixonado pelas revolu&ccedil;&otilde;es ocorridas no Acre.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:<br />
justify;line-height:normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fal&aacute;vamos sobre o conceito da nova exposi&ccedil;&atilde;o que a Biblioteca instalar&aacute; em setembro (que &eacute; uma surpresa, &oacute;bvio) e ped&iacute;amos parceria e ajuda da Confraria. Seu Quintela, ex-funcion&aacute;rio do antigo Territ&oacute;rio, empolgou-se com as ideias.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:<br />
justify;line-height:normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Entretanto, num determinado momento, ele ficou em sil&ecirc;ncio, observou o computador da mesa e falou entristecido: &ldquo;Eu posso escrever muito sobre o assunto. S&oacute; que &agrave; m&atilde;o. Eu sou analfabeto nesse neg&oacute;cio de computador&rdquo;.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:<br />
justify;line-height:normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Uma pausa comovida encheu a sala. Foi quando meu esp&iacute;rito professor soltou aquele lampejo que sempre ocorre. Com muito tato, cuidado, perguntei: &ldquo;Seu Quintela, o senhor gostaria de aprender a usar esta m&aacute;quina?&rdquo;. Os olhos de crian&ccedil;a renasceram naquele rosto de mem&oacute;rias.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:<br />
justify;line-height:normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Rapidamente, a reuni&atilde;o tomou outra dire&ccedil;&atilde;o. A M&ocirc;nica Jana&iacute;na, nossa assessora de Finan&ccedil;as e Tecnologia, se prontificou voluntariamente a dar aulas para ele depois do expediente. E o Lh&eacute; (Abrahin Farhat), nosso patrim&ocirc;nio das lutas populares e embaixador plenipotenci&aacute;rio da Palestina no Acre, tamb&eacute;m quis aprender.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:<br />
justify;line-height:normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O resultado &eacute; que temos hoje na Biblioteca da Floresta dois alunos aplicados que se re&uacute;nem duas vezes por semana, &agrave; boca da noite, para compreender uma das maiores tecnologias da modernidade e registrar as mem&oacute;rias fundamentais da tradi&ccedil;&atilde;o que eles possuem.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">Os textos a seguir foram escritos em Word por eles, como um dos primeiros exerc&iacute;cios (de pr&aacute;tica) e est&atilde;o nos formatos originais. As aulas come&ccedil;aram neste m&ecirc;s de abril e ir&atilde;o at&eacute; junho. O Abrahim j&aacute; quer chamar a historiadora Theotista e a presidente do Sindicato das Empregadas Dom&eacute;sticas. Sempre o Lh&eacute;!&#8230;</span></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);"><br />
</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:<br />
justify;line-height:normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);"><img alt="" style="width: 458px; height: 343px;" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image004(45).jpg" /></span></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);"><br />
</span></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</span></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);"><br />
</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><b><span style="color: rgb(192, 0, 0);">&nbsp;</span></b><b>THEODORO SOLON QUINTELLA,&nbsp;74 anos.</b></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);"><br />
</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">&quot;As comunica&ccedil;&otilde;es&nbsp;</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;As comunica&ccedil;oes eram muito difices, pricipamente a distancia. So dispunha se do antigo &nbsp;Telegrafo.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">&nbsp; &nbsp;&nbsp;So a alguns tempos depois &eacute; que surgiu o telefone , e se comparado com hoje era muito &nbsp;primario &nbsp;aqui na Cidade de Rio Branco, so &nbsp;exitia&nbsp;</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">&nbsp; &nbsp; na Internaciona &nbsp;uma Companhia especaliza neste ramo de comunica&ccedil;&atilde;o. Anos depois surgiram os Telefones fxis. e so ja bem recente surgiram</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">&nbsp; &nbsp; os telefones celulares que &eacute; um instrumento de comunica&ccedil;&atilde;o &nbsp;ja bem &nbsp;maxificado.</span></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);"><br />
</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">&nbsp; &nbsp; &nbsp;ASTAVA ATOA NA VIDA &nbsp;O MEU AMOR ME CHAMOU PRA VER A BANDA PASASA CANTANDO &nbsp;COISA AMOR.&nbsp;</span></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);"><br />
</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Meu nome &eacute; Theodoro &nbsp;Solon &nbsp;Quintella, nacido em Rio Branco Capital Estado Acre no dia 8 de &nbsp;Janeiro de 1938,&nbsp;Funcion&aacute;rio&nbsp;publico aposentado do ex Territorio Federa do Acre. por tqanto da Uni&atilde;o. &nbsp;por tanto &nbsp;com 74 anos de idade.&quot;</span></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);"><br />
</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</span></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);"><br />
</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><b><span style="color: rgb(34, 34, 34);">ABRAHIM FARHAT NETO, 70 anos</span></b></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(34, 34, 34);"><br />
</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">&quot;A evolu&ccedil;ao telefonica no acre</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">Ate a decADA DE 60. NO ACRE O TELEFONE</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">K EU CONHECIA. ESTAVA INSTALADA NA rADIONAL.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">ALI ONDE E HOJE O tEATRO HELIO MELO; SE MEU</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">COMPANHEIRO kINTELA FIZESSE UMA LIGA&Ccedil;AO; DO&nbsp;</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">RIO DE JANEIRO PARA COMIGO POR MEIO de telefone&nbsp;</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">falar&#8230; ya bater na radional. dava detalhes com</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">queem keria falar. A telefonista anotava endere&ccedil;o</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">etc.e mandava um estafeta me chamar&#8230;.apos um a ora de</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">ter recebido a mensagem, me deregia a radional, quando</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">&nbsp;chegava a ora. entrava na gabine. e num telefone sem numeros.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">so uma alavanca.tinha. tirava do gancho e com dificuldades come&ccedil;ava a falar,,,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">&nbsp;muitas vezes precisava repetir a opera&ccedil;ao mas de uma vez? as vezes o telefone</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">preto. que parecia o telefone do presidsente kenedy, para dar ordem para o pentagono</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">&nbsp;autorizar soltar uma bomba sobre cuba???? parece bringadeira de crian&ccedil;a. se compararmos</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">a evolu&ccedil;ao da telefonia fixa&nbsp;e celulares etc;&nbsp;&nbsp;29032018 lhe</span></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);"><br />
</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">ABRAHIM FARHAT NETO (LHE)</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">ACREANO NASCY EM 1941 RIO BrANCO DE PARTEIRA</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">NA RUA DA AFRICA.2 distrito</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:<br />
normal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0);">70 ANOS. ASSESSOR PARLAMENTAR DE anibal diniz senado&quot;</span></span></span></p>
<div style="mso-element:para-border-div;border:none;border-bottom:solid windowtext 1.5pt;<br />
padding:0cm 0cm 1.0pt 0cm"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="line-height: 115%; color: rgb(34, 34, 34);"><br />
</span></span></span></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><b style=""><span style="line-height: 115%; color: white; background: none repeat scroll 0% 0% blue;">ESTE VARAL &Eacute; DEDICADO E ESTENDIDO AO QUERIDO AMIGO RIVALDO GUIMAR&Atilde;ES, QUE ESTA SEMANA DEIXOU A VIDA SOLAR PARA PASSEAR NAS ESTRELAS&#8230;</span></b></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A MESA…</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Apr 2012 06:18:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Afonso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;Foto: Marcos Afonso
Estendi sobre a minha mesa um conjunto de objetos do tempo.
Durante quinze minutos zanzei pelo escrit&#243;rio, quarto, colhendo aleatoriamente aquilo que alcan&#231;ava com as m&#227;os, sem pensar. &#160;Depois, distribu&#237; o apanhado sobre a mesa para ver no que daria.
Estava sacerdotizando meu rito de passagem.
Neste 02 de abril completo minha 50&#170;. volta ao redor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">&nbsp;<img width="625" height="469" style="font-family: arial; line-height: 19px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 2px; padding-right: 2px; padding-bottom: 2px; padding-left: 2px; border-top-color: rgb(187, 187, 187); border-right-color: rgb(187, 187, 187); border-bottom-color: rgb(187, 187, 187); border-left-color: rgb(187, 187, 187); border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-image: initial; width: 466px; height: 385px; " alt="" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image002(71).jpg" /><b><span style="font-size: smaller;">Foto: Marcos Afonso</span></b></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; "><span style="font-family: Arial; "><span style="font-size: small; "><span style="line-height: 14px; ">Estendi sobre a minha mesa um conjunto de objetos do tempo.</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; text-align: justify; " class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; "><span style="font-size: small; "><span style="line-height: 14px; ">Durante quinze minutos zanzei pelo escrit&oacute;rio, quarto, colhendo aleatoriamente aquilo que alcan&ccedil;ava com as m&atilde;os, sem pensar. &nbsp;Depois, distribu&iacute; o apanhado sobre a mesa para ver no que daria.</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; text-align: justify; " class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; "><span style="font-size: small; "><span style="line-height: 14px; ">Estava sacerdotizando meu rito de passagem.</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; text-align: justify; " class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; "><span style="font-size: small; "><span style="line-height: 14px; ">Neste 02 de abril completo minha 50&ordf;. volta ao redor do Sol. Precisava ver, no mosaico singelo da mesa, as coisas que me vieram como b&uacute;zios lan&ccedil;ados num tapete de meio s&eacute;culo.</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; text-align: justify; " class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; "><span style="font-size: small; "><span style="line-height: 14px; ">Achei divertido. Fiz uma arruma&ccedil;&atilde;o e tirei fotografia. Deixei a mesa como estava por dois dias, para amadurecer. Manh&atilde;, tarde, noite, entrava e sa&iacute;a, fazendo pensamentos. Por que coloquei tal coisa? Aquela outra n&atilde;o seria melhor?</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; text-align: justify; " class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; "><span style="font-size: small; "><span style="line-height: 14px; ">Um bloco de anota&ccedil;&otilde;es em marchetaria, uma agenda do ano 2000, treze DVDs, abajur, tr&ecirc;s canetas, quatro livros, um peda&ccedil;o de madeira fossilizada, maquete do Coliseu, dois CDs, dois porta-retratos, um pr&ecirc;mio da Usaid, uma est&aacute;tua em gesso de Artemis, Guadalupe, um canh&atilde;o em miniatura, notebook, &oacute;culos, tr&ecirc;s cadernetas moleskine, quatro botons, uma semente, um ingresso, urso em miniatura, rel&oacute;gio, uma caixinha, canoa, chocalho e um anjo com a cara mais desavergonhada do mundo.</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; text-align: justify; " class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; "><span style="font-size: small; "><span style="line-height: 14px; ">Cinquenta objetos. Os meus 50 anos! Vi uma bruma m&iacute;stica dan&ccedil;ando ao redor da mesa, desapiedando meu humanismo. Como sei que tudo acontece por uma raz&atilde;o e um fim, n&atilde;o faltou a Navalha de Ockham para a simples pergunta fatal: levaria essa mesa para uma ilha?</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; text-align: justify; " class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; "><span style="font-size: small; "><span style="line-height: 14px; ">Aproveitando a atmosfera, vesti a batina de William de Baskerville, o arguto frade franciscano do Umberto Eco &ndash; embora prefira a curiosidade peralta e carnal do novi&ccedil;o Adso, e comecei a verificar se aquelas rosas na mesa tinham nomes universais ou particulares.</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; text-align: justify; " class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; "><span style="font-size: small; "><span style="line-height: 14px; ">A agenda do ano 2000 seria imprescind&iacute;vel, porque nela anoto h&aacute; doze anos tudo o que acho interessante sobre a atual crise epistemol&oacute;gica, sobretudo a compreens&atilde;o do tempo e espa&ccedil;o atuais. Faz parte do trabalho. As tr&ecirc;s cadernetas servem para cole&ccedil;&otilde;es de palavras, ditos do acrean&ecirc;s e umas anota&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o segredo.</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; text-align: justify; " class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; "><span style="font-size: small; "><span style="line-height: 14px; ">A madeira, fossilizada h&aacute; s&eacute;culos, veio do rio Acre. A semente &eacute; de uma seringueira. A canoa, constru&iacute;da por um artes&atilde;o de Xapuri. A marchetaria, do cruzeirense Maqueson Silva, o chocalho &eacute; da Na&ccedil;&atilde;o Kaxinawa e a caixinha &eacute; um souvenir da Biblioteca da Floresta. Os dois porta-retratos s&atilde;o da minha fam&iacute;lia (Patrycia, Mateus, Ian, Marina) e o rel&oacute;gio &eacute; do meu pai, j&aacute; falecido. Tudo t&atilde;o Acre, como dizia o Z&eacute; Leite.</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; text-align: justify; " class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; "><span style="font-size: small; "><span style="line-height: 14px; ">Os filmes? Formam um concerto de lembran&ccedil;as aquecidas: Sociedade dos Poetas Mortos, Dan&ccedil;a com Lobos, Helena de Tr&oacute;ia, Cannonball Adderley (da cole&ccedil;&atilde;o Jazz Icons), Al&eacute;m da Linha Vermelha, Simphony No. 9 (de Dvorak), Los Porongas, Spartacus (de Kubrick), Aldeia Sideral (Pia Vila), Carmina Burana (Carl Orff), Alexandria, Chico Buarque (As Cidades) e Yanni Live at the Acropolis. Mil hist&oacute;rias para cada um.</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; text-align: justify; " class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; "><span style="font-size: small; "><span style="line-height: 14px; ">Tr&ecirc;s dos botons s&atilde;o de bandeiras do Acre, Brasil e Palestina. Outro, com a estrela do Partido dos Trabalhadores, para dar o tom e as cores da pol&iacute;tica. Usaid inclu&iacute;da (sem dem&eacute;rito). Penso que da&iacute;, a miniatura do canh&atilde;o, para as guerras e a r&eacute;plica do Coliseu para as batalhas. Tudo sob o olhar intenso da amb&iacute;gua deusa Artemis, a que protege e sabe dissolver, fazendo par com Nossa Senhora de Guadalupe, a rainha das Am&eacute;ricas e morena-m&atilde;e dos Astecas (para lembrar-me da transcend&ecirc;ncia e da minha terna e querida Irm&atilde; Madalena). Muito trabalho para as duas.</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; text-align: justify; " class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; "><span style="font-size: small; "><span style="line-height: 14px; ">Dos quatro livros reparto tr&ecirc;s: &ldquo;O Mundo Assombrado pelos Dem&ocirc;nios&rdquo;, de Carl Sagan; &ldquo;Os Mares do Sul&rdquo;, de Montalb&aacute;n e &ldquo;Gota a Gota&rdquo;, da Francis Mary, que me ofereceu em fevereiro de 1983. Esse trio representa o di&aacute;logo que gosto de fazer com a filosofia, a ci&ecirc;ncia, a literatura e a poesia. J&aacute; os dois CDs s&atilde;o &ldquo;Espelho Cristalino&rdquo;, do Alceu Valen&ccedil;a, cujo show de mesmo nome assisti no Cine Recreio em 1979; e &ldquo;On An Island&rdquo;, de David Gilmour (Pink Floyd), a guitarra mais vibrante e elegante do rock. E o ingresso &eacute; do show &ldquo;In the Flesh&rdquo;, do baixista Roger Waters (ex-Pink Floyd), realizado no dia 14 de mar&ccedil;o de 2002, Setor K, Fila G, cadeira 07. F&atilde; de carteirinha.</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; text-align: justify; " class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; "><span style="font-size: small; "><span style="line-height: 14px; ">E o conjunto final: a miniatura do urso (feito com dente do pr&oacute;prio), que ganhei do Museu do Alaska, em Juneau; o boton da Marinha do Brasil, por conta de minha ida &agrave; Ant&aacute;rtida; e o livro &ldquo;Hist&oacute;ria da Noruega&rdquo;, de Berge Furre. Raz&atilde;o? Por orienta&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, n&atilde;o devo pegar sol. Emo&ccedil;&atilde;o? Amo o frio. E sinto que meu cora&ccedil;&atilde;o navega nos fiordes maravilhosos daquele reino.</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; text-align: justify; " class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; "><span style="font-size: small; "><span style="line-height: 14px; ">O abajur? Para a luz. Sobrou o anjinho com rosto sapeca. &Eacute; para lembrar o anjo torto do Drummond, e ficar dizendo para mim: &ldquo;n&atilde;o leve a vida t&atilde;o a s&eacute;rio, nem leve esta mesa para uma ilha&hellip; A ilha &eacute; cada passo que se d&aacute;&rdquo;.</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; text-align: justify; " class="MsoNormal"><span style="font-size: small; "><span style="line-height: 14px; background-color: teal; ">&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;..</span></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; line-height: 19px; font-family: arial; "><span style="font-family: Arial; "><span style="font-size: small; "><em><span style="color: white; line-height: 14px; background-color: teal; ">Em 100 edi&ccedil;&otilde;es dominicais, o Varal teve mais de 120 mil acessos na internet (sem contar com as edi&ccedil;&otilde;es impressas). Ap&oacute;s 6 meses, ele volta a ser estendido aos domingos novamente.</span></em></span></span></p>
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		<title>OS ESTATUTOS DO HOMEM&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 01:26:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Afonso</dc:creator>
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&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; O companheiro Nilson Mour&#227;o assumiu na &#250;ltima quinta-feira, 8 de setembro, a Secretaria de Justi&#231;a e Direitos Humanos, a convite do Governador Ti&#227;o Viana.
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; S&#237;mbolo das lutas democr&#225;ticas no Acre e no pa&#237;s &#8211; e perto de completar sua sexag&#233;sima volta ao redor do Sol, Nilson Mour&#227;o personifica como poucos a ess&#234;ncia do grande [...]]]></description>
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="mso-bidi-font-weight:<br />
bold">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O companheiro Nilson Mour&atilde;o assumiu na &uacute;ltima quinta-feira, 8 de setembro, a Secretaria de Justi&ccedil;a e Direitos Humanos, a convite do Governador Ti&atilde;o Viana.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="mso-bidi-font-weight:<br />
bold"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>S&iacute;mbolo das lutas democr&aacute;ticas no Acre e no pa&iacute;s &#8211; e perto de completar sua sexag&eacute;sima volta ao redor do Sol, Nilson Mour&atilde;o personifica como poucos a ess&ecirc;ncia do grande poema de Bertolt Brecht: <i style="mso-bidi-font-style:normal">&quot;H&aacute; homens que lutam um dia e s&atilde;o bons, h&aacute; outros que lutam um ano e s&atilde;o melhores, h&aacute; os que lutam muitos anos e s&atilde;o muito bons. Mas h&aacute; os que lutam toda a vida e estes s&atilde;o imprescind&iacute;veis&quot;</i>.<span style="mso-spacerun:yes">&nbsp; </span></span><span style="mso-bidi-font-weight:<br />
bold"><br type="_moz" /><br />
</span><img src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image002(66).jpg" alt="" /><span style="mso-bidi-font-weight:<br />
bold"><br type="_moz" /><br />
</span><span style="mso-bidi-font-weight:<br />
bold"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>O Varal de Id&eacute;ias deste domingo &eacute; dedicado a ele que nesta nova trincheira de luta adotou como m&iacute;stica o grande poema de Thiago de Mello &ldquo;Os Estatutos do Homem&rdquo;, que honradamente estendemos.</span><span style="mso-bidi-font-weight:<br />
bold"><br type="_moz" /><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><img src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image003.gif" alt="" /></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: x-large;"><b>Os estatutos do homem </b></span></p>
<p class="MsoNormal"><b>&ndash; Thiago de&nbsp;Mello</b></p>
<p class="MsoNormal"><b>&nbsp;(Ato Institucional Permanente)</b><br />
&nbsp;<i><span style="font-size:10.0pt">A</span> </i><i><span style="font-size:<br />
10.0pt">Carlos Heitor Cony</span></i><br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp; Artigo I<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Fica decretado que agora vale a verdade.<br />
&nbsp;&nbsp; agora vale a vida,<br />
&nbsp;&nbsp; e de m&atilde;os dadas,<br />
&nbsp;&nbsp; marcharemos todos pela vida verdadeira.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Artigo II</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp; Fica decretado que todos os dias da semana,<br />
&nbsp;&nbsp; inclusive as ter&ccedil;as-feiras mais cinzentas,<br />
&nbsp;&nbsp; t&ecirc;m direito a converter-se em manh&atilde;s de domingo.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Artigo III<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Fica decretado que, a partir deste instante,<br />
&nbsp;&nbsp; haver&aacute; girass&oacute;is em todas as janelas,<br />
&nbsp;&nbsp; que os girass&oacute;is ter&atilde;o direito<br />
&nbsp;&nbsp; a abrir-se dentro da sombra;<br />
&nbsp;&nbsp; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,<br />
&nbsp;&nbsp; abertas para o verde onde cresce a esperan&ccedil;a.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Artigo IV<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Fica decretado que o homem<br />
&nbsp;&nbsp; n&atilde;o precisar&aacute; nunca mais<br />
&nbsp;&nbsp; duvidar do homem.<br />
&nbsp;&nbsp; Que o homem confiar&aacute; no homem<br />
&nbsp;&nbsp; como a palmeira confia no vento,<br />
&nbsp;&nbsp; como o vento confia no ar,<br />
&nbsp;&nbsp; como o ar confia no campo azul do c&eacute;u.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Par&aacute;grafo &uacute;nico:<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O homem, confiar&aacute; no homem<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; como um menino confia em outro menino.</p>
<p class="MsoNormal"><img src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image005(14).jpg" alt="" /><br />
&nbsp;&nbsp; Artigo V<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Fica decretado que os homens<br />
&nbsp;&nbsp; est&atilde;o livres do jugo da mentira.<br />
&nbsp;&nbsp; Nunca mais ser&aacute; preciso usar<br />
&nbsp;&nbsp; a coura&ccedil;a do sil&ecirc;ncio<br />
&nbsp;&nbsp; nem a armadura de palavras.<br />
&nbsp;&nbsp; O homem se sentar&aacute; &agrave; mesa<br />
&nbsp;&nbsp; com seu olhar limpo<br />
&nbsp;&nbsp; porque a verdade passar&aacute; a ser servida<br />
&nbsp;&nbsp; antes da sobremesa.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Artigo VI<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Fica estabelecida, durante dez s&eacute;culos,<br />
&nbsp;&nbsp; a pr&aacute;tica sonhada pelo profeta Isa&iacute;as,<br />
&nbsp;&nbsp; e o lobo e o cordeiro pastar&atilde;o juntos<br />
&nbsp;&nbsp; e a comida de ambos ter&aacute; o mesmo gosto de aurora.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Artigo VII</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp; Por decreto irrevog&aacute;vel fica estabelecido<br />
&nbsp;&nbsp; o reinado permanente da justi&ccedil;a e da claridade,<br />
&nbsp;&nbsp; e a alegria ser&aacute; uma bandeira generosa<br />
&nbsp;&nbsp; para sempre desfraldada na alma do povo.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Artigo VIII<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Fica decretado que a maior dor<br />
&nbsp;&nbsp; sempre foi e ser&aacute; sempre<br />
&nbsp;&nbsp; n&atilde;o poder dar-se amor a quem se ama<br />
&nbsp;&nbsp; e saber que &eacute; a &aacute;gua<br />
&nbsp;&nbsp; que d&aacute; &agrave; planta o milagre da flor.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Artigo IX</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp; Fica permitido que o p&atilde;o de cada dia<br />
&nbsp;&nbsp; tenha no homem o sinal de seu suor.<br />
&nbsp;&nbsp; Mas que sobretudo tenha<br />
&nbsp;&nbsp; sempre o quente sabor da ternura.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Artigo X</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp; Fica permitido a qualquer pessoa,<br />
&nbsp;&nbsp; qualquer hora da vida,<br />
&nbsp;&nbsp; o uso do traje branco.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Artigo XI<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Fica decretado, por defini&ccedil;&atilde;o,<br />
&nbsp;&nbsp; que o homem &eacute; um animal que ama<br />
&nbsp;&nbsp; e que por isso &eacute; belo,<br />
&nbsp;&nbsp; muito mais belo que a estrela da manh&atilde;.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Artigo XII<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Decreta-se que nada ser&aacute; obrigado<br />
&nbsp;&nbsp; nem proibido,<br />
&nbsp;&nbsp; tudo ser&aacute; permitido,<br />
&nbsp;&nbsp; inclusive brincar com os rinocerontes<br />
&nbsp;&nbsp; e caminhar pelas tardes<br />
&nbsp;&nbsp; com uma imensa beg&ocirc;nia na lapela.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Par&aacute;grafo &uacute;nico:<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S&oacute; uma coisa fica proibida:<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; amar sem amor.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Artigo XIII<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Fica decretado que o dinheiro<br />
&nbsp;&nbsp; n&atilde;o poder&aacute; nunca mais comprar<br />
&nbsp;&nbsp; o sol das manh&atilde;s vindouras.<br />
&nbsp;&nbsp; Expulso do grande ba&uacute; do medo,<br />
&nbsp;&nbsp; o dinheiro se transformar&aacute; em uma espada fraternal<br />
&nbsp;&nbsp; para defender o direito de cantar<br />
&nbsp;&nbsp; e a festa do dia que chegou.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Artigo Final.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp; Fica proibido o uso da palavra liberdade,<br />
&nbsp;&nbsp; a qual ser&aacute; suprimida dos dicion&aacute;rios<br />
&nbsp;&nbsp; e do p&acirc;ntano enganoso das bocas.<br />
&nbsp;&nbsp; A partir deste instante<br />
&nbsp;&nbsp; a liberdade ser&aacute; algo vivo e transparente<br />
&nbsp;&nbsp; como um fogo ou um rio,<br />
&nbsp;&nbsp; e a sua morada ser&aacute; sempre<br />
&nbsp;&nbsp; o cora&ccedil;&atilde;o do homem.</p>
<p class="MsoNormal"><b>Thiago de Mello</b><br />
Santiago do Chile, abril de 1964</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
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		<title>PASSA UM RIO DEBAIXO DO RIO&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Aug 2011 04:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Afonso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[

&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; &#160; &#160;&#160; &#160;&#160;Ele nasce nos Andes, mas come&#231;a no Acre o seu passeio silencioso.
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; &#201; o Rio Hanza, companheiro subterr&#226;neo do Amazonas, a 4 mil metros de profundidade e 6 mil quil&#244;metros de extens&#227;o, do Acre ao Atl&#226;ntico.
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; No momento em que esgotamos seus recursos naturais em busca de um desenvolvimento a todo custo, [...]]]></description>
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<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-fareast-language:<br />
PT-BR;mso-bidi-font-weight:bold;mso-no-proof:yes">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp;</span><span style="mso-fareast-language:<br />
PT-BR;mso-bidi-font-weight:bold;mso-no-proof:yes">&nbsp;Ele nasce nos Andes, mas come&ccedil;a no Acre o seu passeio silencioso.</span></p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-fareast-language:<br />
PT-BR;mso-bidi-font-weight:bold;mso-no-proof:yes"><span style="mso-tab-count:<br />
1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&Eacute; o Rio Hanza, companheiro subterr&acirc;neo do Amazonas, a 4 mil metros de profundidade e 6 mil quil&ocirc;metros de extens&atilde;o, do Acre ao Atl&acirc;ntico.</span></p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-fareast-language:<br />
PT-BR;mso-bidi-font-weight:bold;mso-no-proof:yes"><span style="mso-tab-count:<br />
1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>No momento em que esgotamos seus recursos naturais em busca de um desenvolvimento a todo custo, no instante em que usurpamos os humores do seu pr&oacute;prio clima e de sua temperatura, no per&iacute;odo em que nos tornamos predadores das vidas que residem em suas &aacute;guas, solos e ares, ela, a <b>M&atilde;e Terra</b>, dadivosa e incondicional, sempre nos surpreende com seus presentes maravilhosos.</span></p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-fareast-language:<br />
PT-BR;mso-bidi-font-weight:bold;mso-no-proof:yes"><span style="mso-tab-count:<br />
1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>At&eacute; quando nossa deusa Gaia ter&aacute; tanta paci&ecirc;ncia conosco?</span></p>
<p style="text-align:justify;tab-stops:35.4pt 70.8pt 106.2pt 141.6pt 177.0pt 212.4pt 247.8pt 303.75pt" class="MsoNormal"><span style="mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-font-weight:bold;mso-no-proof:yes"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Ter&aacute; sempre a Grande M&atilde;e um infinito amor?<span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span></p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="color:#C00000;<br />
mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-font-weight:bold;mso-no-proof:yes">Nosso Varal de Ideias homenageia essa grande descoberta publicando a reportagem do </span><i><span style="color:#C00000"><a target="_blank" href="http://eptv.globo.com/terradagente/NOT,0,0,365636,Descoberto+rio+subterraneo+na+Amazonia.aspx"><span style="color:#C00000">Terra da Gente, com info Globo Natureza</span></a></span></i><span style="color:#C00000"> (26.08.11), intitulada<b> &ldquo;</b><span style="mso-bidi-font-weight:bold">Rio subterr&acirc;neo na Amaz&ocirc;nia&rdquo;.</span></span><span style="color:#C00000"><span style="mso-spacerun:yes"><br type="_moz" /><br />
</span></span><span style="mso-fareast-language:<br />
PT-BR;mso-no-proof:yes"><img style="width: 472px; height: 353px;" alt="" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image002(65).jpg" /></span></p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal">&nbsp;<span style="mso-tab-count:<br />
1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Um estudo feito por pesquisadores da Coordena&ccedil;&atilde;o de Geof&iacute;sica do Observat&oacute;rio Nacional (ON), no Rio de Janeiro, revela ind&iacute;cios da exist&ecirc;ncia de um rio subterr&acirc;neo, com a mesma extens&atilde;o do Rio Amazonas, que estaria a 4 mil metros abaixo da maior bacia hidrogr&aacute;fica do mundo.&nbsp;&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>O Rio Hamza nasce no Peru, na Cordilheira dos Andes, mesma regi&atilde;o que o Rio Amazonas. &ldquo;Essa linha de &aacute;gua permanece subterr&acirc;nea desde sua nascente, s&oacute; que n&atilde;o t&atilde;o distante da superf&iacute;cie. Tanto que temos relatos de povoados daquele pa&iacute;s, instalados na regi&atilde;o de Cuzco, que utilizam este rio para agricultura. Eles sabem desse fluxo debaixo de terrenos &aacute;ridos e por isso fazem escava&ccedil;&otilde;es para po&ccedil;os ou mesmo planta&ccedil;&otilde;es&rdquo;, afirmou o pesquisador indiano Valiya Hamza, do Observat&oacute;rio Nacional.&nbsp;&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>O fluxo da &aacute;gua deste rio segue na vertical, sendo drenado da superf&iacute;cie at&eacute; dois mil metros de profundidade. Depois, pr&oacute;ximo &agrave; regi&atilde;o do Acre, o curso fica na horizontal e segue o percurso do Rio Amazonas, no sentido Oeste para o Leste, passando pelas bacias de Solim&otilde;es, Amazonas e Maraj&oacute;, at&eacute; adentrar no Oceano.&nbsp;&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&ldquo;A &aacute;gua do Hamza segue at&eacute; 150  quil&ocirc;metros dentro do Atl&acirc;ntico e diminui os n&iacute;veis de salinidade do mar. &Eacute; poss&iacute;vel identificar este fen&ocirc;meno devido aos sedimentos que s&atilde;o encontrados na &aacute;gua, caracter&iacute;sticos de &aacute;gua doce, al&eacute;m da vida marinha existente, com peixes que n&atilde;o sobreviveriam em ambiente de &aacute;gua salgada&rdquo;, disse.&nbsp;&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><span style="mso-fareast-language:PT-BR;mso-no-proof:yes"><img style="width: 475px; height: 475px;" alt="" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image003(19).jpg" /></span></p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>A descoberta desse novo curso de &aacute;gua &eacute; fruto do trabalho de doutorado de Elizabeth Pimentel, sob orienta&ccedil;&atilde;o de Valiya Hamza. Ela indica que o rio teria 6 mil quil&ocirc;metros de comprimento e entraria no Oceano Atl&acirc;ntico pela mesma foz, que vai do Amap&aacute; at&eacute; o Par&aacute;. A descoberta foi feita a partir da an&aacute;lise de temperatura de 241 po&ccedil;os profundos perfurados pela Petrobras nas d&eacute;cadas de 1970 e 1980.&nbsp;&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal">&ldquo;A temperatura no solo &eacute; de 24 graus Celsius constantes. Entretanto, quando ocorre a entrada da &aacute;gua, h&aacute; uma queda de at&eacute; 5 graus Celsius. Foi a partir deste ponto que come&ccedil;amos a desenvolver nosso estudo. Este pode ser o maior rio subterr&acirc;neo do mundo&rdquo;, afirma Hamza.&nbsp;&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&ldquo;N&atilde;o &eacute; um aqu&iacute;fero, que &eacute; uma reserva de &aacute;gua sem movimenta&ccedil;&atilde;o. N&oacute;s percebemos movimenta&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua, ainda que lenta, pelos sedimentos&rdquo;, disse o pesquisador cujo sobrenome batizou o novo rio.</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Apesar de ser um rio subterr&acirc;neo, sua vaz&atilde;o (quantidade de &aacute;gua jorrada por segundo) &eacute; maior que a do Rio S&atilde;o Francisco, que corta o Nordeste brasileiro. Enquanto o Hamza tem vaz&atilde;o de 3,1 mil m&sup3;/s, a do Rio S&atilde;o Francisco &eacute; 2,7 mil m&sup3;/s. Mas nenhuma das duas se compara a do Rio Amazonas, com 133 mil m&sup3;/s.&nbsp;&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal">&ldquo;A velocidade de curso do Hamza &eacute; menor tamb&eacute;m, porque o fluxo de &aacute;gua tem que vencer as rochas existentes h&aacute; quatro mil metros de profundidade. Enquanto o Amazonas corre a 2 metros por segundo, a velocidade do fluxo subterr&acirc;neo &eacute; de 100 metros por ano.&nbsp;&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Outro n&uacute;mero que chama aten&ccedil;&atilde;o &eacute; a dist&acirc;ncia entre as margens do Hamza, que alcan&ccedil;am at&eacute; 400 quil&ocirc;metros de uma borda a outra, uma dist&acirc;ncia semelhante entre as cidades de S&atilde;o Paulo e o Rio de Janeiro.&nbsp;&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal">&ldquo;Vamos continuar nossa pesquisa, porque nossa base de dados precisa ser melhorada. A partir de setembro vamos buscar informa&ccedil;&otilde;es sobre a temperatura no interior terrestre em Manaus (AM) e em Rond&ocirc;nia. Assim vamos determinar a velocidade exata do curso da &aacute;gua&rdquo;, complementa o pesquisador do Observat&oacute;rio Nacional.</p>
<p class="MsoNormal"><span style="mso-fareast-language:PT-BR;mso-no-proof:yes"><img alt="" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image005(13).jpg" /><br />
</span><span style="font-size: small;"><span class="apple-style-span"><span style="color: black; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(249, 249, 249);">Gaia, a deusa da Terra, de</span></span><span class="apple-converted-space"><span style="color: black; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(249, 249, 249);">&nbsp;</span></span></span><span style="font-size: small;"><span class="apple-style-span"><span style="color: black; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(249, 249, 249);"><a title="Anselm Feuerbach" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anselm_Feuerbach"><span style="color: rgb(6, 69, 173);">Anselm Feuerbach</span></a></span></span><span class="apple-converted-space"><span style="color: black; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(249, 249, 249);">&nbsp;</span></span><span class="apple-style-span"><span style="color: black; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(249, 249, 249);">(1875).</span></span></span></p>
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		<title>O CAFÉ E O THEATRO&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Aug 2011 04:01:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Afonso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Foto Marcos AfonsoO Theatro Municipal sendo degustado atrav&#233;s da janela do Caf&#233;&#8230;
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Depois de sentir o frio t&#227;o desejado e querido e esperado, andando pelas ruas que se transformaram em travessas no centro antigo de S&#227;o Paulo, sei agradecer a modernidade que permite encurtar dist&#226;ncias e reverenciar meus passos tradicionais que saber&#227;o levar-me ao Theatro [...]]]></description>
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<p><![endif]--><span style="font-size:8.0pt">Foto Marcos Afonso</span><img style="width: 478px; height: 357px;" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image002(64).jpg" alt="" /><b style="mso-bidi-font-weight:<br />
normal"><span style="font-size:10.0pt">O Theatro Municipal sendo degustado atrav&eacute;s da janela do Caf&eacute;&#8230;</span></b></p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal">&nbsp;<span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Depois de sentir o frio t&atilde;o desejado e querido e esperado, andando pelas ruas que se transformaram em travessas no centro antigo de S&atilde;o Paulo, sei agradecer a modernidade que permite encurtar dist&acirc;ncias e reverenciar meus passos tradicionais que saber&atilde;o levar-me ao Theatro Municipal e, muito especialmente, ao Caf&eacute; da Paloma, encontrado numa andan&ccedil;a desprovida pelo terceiro andar do magazine &agrave; frente do nobre palco, onde dei por descobri-me vislumbrando pela janela de vidros, o viaduto e a paisagem dos dramas e com&eacute;dias e trag&eacute;dias.</p>
<p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Um centro suburbano, melanc&oacute;lico, com brisas Coldplay e sentimentos muito, muito doloridos, escritos lentamente e em riscos, na superf&iacute;cie esbranqui&ccedil;ada de minh&rsquo;alma, como os dedos de Jeff Beck num grito mi maior de sua nervosuave guitarra. E voltam-se, volatizam-se, por sobre o expresso e a coca zero sem gelo e lim&atilde;o, os medos, segredos, que avisam o almo&ccedil;o que deve chegar, cheio de ar, nada e solu&ccedil;os de sil&ecirc;ncio.<br />
<span style="font-size: 8pt;"><br />
</span><span style="font-size:8.0pt"> Foto Marcos Afonso<br />
</span><img style="width: 472px; height: 630px;" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image004(44).jpg" alt="" /><b style="mso-bidi-font-weight:<br />
normal"><span style="font-size:10.0pt">Onde Drummond, servido por Paloma, sentou e conversou e tomou seu ch&aacute; de nada&#8230; </span></b></p>
<p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><b style="mso-bidi-font-weight:<br />
normal"><span style="font-size:10.0pt">&nbsp;</span></b><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Onde andar&atilde;o os meus frios mais queridos frios de Oslo? Daqui n&atilde;o escuto aqueles tiros, perderam-se nos ventos que chegam do Atl&acirc;ntico subindo as serras. Mesmo assim, penso em crian&ccedil;as n&oacute;rdicas, no casal de crian&ccedil;as, brincando entre grama e pedra e neve, &agrave; beira do espelho d&rsquo;&aacute;gua. E, com a menina dos olhos no Theatro, percebo que est&aacute; chegada a hora mesmo de se preparar uma can&ccedil;&atilde;o que fa&ccedil;a acordar os homens e adormecer as crian&ccedil;as. E &eacute; assim que Drummond se chega e senta-se e d&aacute;-me companhia nesse Caf&eacute;. Para al&eacute;m da ferrugem da coca zero, olho pelos vidros e procuro e pergunto, com o queixo na dire&ccedil;&atilde;o do poeta, donde a flor plantada, que j&aacute; deve ter nascido em algum lugar do asfalto? Porque n&atilde;o vi se afastarem nem carros nem &ocirc;nibus nem motos nem gentes que nadam nesse rio enegrecido&#8230; E muito menos fizeram sil&ecirc;ncio ou paralisaram os neg&oacute;cios para a nascen&ccedil;a. N&atilde;o a encontro, mesmo com a teimosa poetisse dele, garantindo que ela deu-se nesta viagem solar&#8230;</p>
<p><span style="font-size:8.0pt">Foto Patrycia Coelho</span><img style="width: 472px; height: 631px;" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image006(35).jpg" alt="" /><b style="mso-bidi-font-weight:<br />
normal"><span style="font-size:10.0pt">Tomando coragem para entrar no fundo da Caverna do Theatro Municipal&#8230;<br />
</span></b><span style=""><br />
</span><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&ldquo;Segura e prende a noite de sexta na caverna do Theatro! L&aacute;, estar&atilde;o servidas as dan&ccedil;as e todo o movimento. E Plat&atilde;o falar&aacute;. A caverna existe com seu fundo cinza. E o ballet &eacute; sombra verdadeira na vida que voc&ecirc;s teimam em dizer apar&ecirc;ncia&rdquo;&#8230; E foi com estas que Drummond saiu do Caf&eacute; da Paloma sem dividir a conta e nem pagar seu ch&aacute; de nada.</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>A Paloma existe. Ela prepara e serve e recebe e d&aacute; troco nos <i style="mso-bidi-font-style:<br />
normal">espressos</i> lentos de sabores. Saio de suas asas e des&ccedil;o e atravesso o rio de a&ccedil;o do tr&aacute;fego na dire&ccedil;&atilde;o da boca da Caverna do Teatro. Compro os ingressos para o ballet. A sexta me aguarda. E eu fico, bilhetes na m&atilde;o, todo prisioneiro a ser livre.<span style="font-size:8.0pt"><br />
</span></p>
<p style="text-align: left;" class="MsoNormal"><span style="font-size:8.0pt">Foto Patrycia Coelho</span><img style="width: 472px; height: 630px;" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image008(21).jpg" alt="" /><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="font-size:10.0pt">Do Theatro Municipal, v&ecirc;-se ao fundo, em alguma janela com toldo, o Caf&eacute;&#8230;</span></b></p>
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		<title>SONHO NAS MÃOS…</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Aug 2011 03:32:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Afonso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[

&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; &#8220;&#201;s um senhor t&#227;o bonito quanto a cara do meu filho. Vou te fazer um pedido, compositor de destinos, tambor de todos os ritmos, entro num acordo contigo&#8230;&#160;Por seres t&#227;o inventivo e pareceres cont&#237;nuo (&#233;s um dos deuses mais lindos) que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho, ouve bem o que [...]]]></description>
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<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-fareast-language:<br />
PT-BR;mso-no-proof:yes"><img width="510" height="457" alt="" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image001(26).jpg" /></span></p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><i style="mso-bidi-font-style:<br />
normal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="color:#C00000">&ldquo;&Eacute;s um senhor t&atilde;o bonito quanto a cara do meu filho. Vou te fazer um pedido, compositor de destinos, tambor de todos os ritmos, entro num acordo contigo&#8230;&nbsp;</span></i><i style="mso-bidi-font-style:<br />
normal"><span style="color:#C00000">Por seres t&atilde;o inventivo e pareceres cont&iacute;nuo (&eacute;s um dos deuses mais lindos) que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho, ouve bem o que te digo: pe&ccedil;o-te o prazer leg&iacute;timo e o movimento preciso quando o tempo for prop&iacute;cio, de modo que o meu esp&iacute;rito ganhe um brilho definido e eu espalhe benef&iacute;cios.<br />
<span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>O que usaremos pr&aacute; isso fica guardado em sigilo, apenas contigo e comigo. E quando eu tiver sa&iacute;do para fora do teu c&iacute;rculo n&atilde;o serei nem ter&aacute;s sido. Ainda assim acredito ser poss&iacute;vel reunirmo-nos num outro n&iacute;vel de v&iacute;nculo.<br />
<span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Portanto, pe&ccedil;o-te aquilo e te ofere&ccedil;o elogios nas rimas do meu estilo.<br />
<span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Tempo, tempo, tempo, tempo&#8230;&rdquo;</span></i></p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>S&oacute; a saudade &eacute; capaz de transformar m&uacute;sica em ora&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>E foi com a permiss&atilde;o de Caetano Veloso que entoei seus versos e fiz da quadra de esportes um templo, ao lado da deusa Mem&oacute;ria, reabra&ccedil;ando o esp&iacute;rito da Amizade.</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Na quente noite de ter&ccedil;a-feira, dia 02 de agosto, fizemos o I Encontro Hist&oacute;rico de Handebol do Acre. Um nome pomposo, mas &agrave; altura das nossas emo&ccedil;&otilde;es.</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Sim, o Handebol j&aacute; tem uma trajet&oacute;ria que deve ser escrita, documentada e analisada por acad&ecirc;micos da &aacute;rea, historiadores, jornalistas, que pode incentivar ainda mais as crian&ccedil;as e jovens de hoje.</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Claro que existe um oceano de diferen&ccedil;as entre o Handebol dos anos 1970/80 com o <span style="mso-spacerun:yes">&nbsp;</span>de agora. Hoje, os Jogos Escolares do Acre, os torneios regionais e nacionais, os Jogos Universit&aacute;rios etc, continuam acendendo a chama da modalidade com outras t&eacute;cnicas, vis&otilde;es e p&uacute;blico distinto.<b style="mso-bidi-font-weight:<br />
normal"><span style="font-size:9.0pt"><span style="mso-spacerun:yes">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="mso-spacerun:yes">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br />
</span></span></b></p>
<p style="text-align: left;" class="MsoNormal"><b style="mso-bidi-font-weight:<br />
normal"><span style="font-size:9.0pt">Foto Patrycia Coelho</span></b><span style="mso-fareast-language:<br />
PT-BR;mso-no-proof:yes"><img style="width: 480px; height: 270px;" alt="" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image003(18).jpg" /></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><b style="">1o. Encontro Hist&oacute;rico de Handebol do Acre. Col&eacute;gio Meta III, 02 de agosto de 2011.</b></span></span></p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Mas &eacute; bom lembrar que houve uma &eacute;poca de Ouro no Handebol acreano, mesmo num per&iacute;odo em que o esporte era uma esp&eacute;cie de vaz&atilde;o &agrave; uma ansiedade reprimida pela aus&ecirc;ncia das liberdades democr&aacute;ticas, pela inexist&ecirc;ncia de espa&ccedil;os livres para a juventude.</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Nos anos 1970/80 a nossa gera&ccedil;&atilde;o vivia rodeada pelas sombras dos tabus. N&atilde;o pod&iacute;amos discutir livremente sobre cultura, pol&iacute;tica, drogas, sexualidade.</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>E a&iacute;, mais inconscientes que conscientes, busc&aacute;vamos pr&aacute;ticas esportivas que se adequassem mais &agrave;s nossas ansiedades e identidades.</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Particularmente, eu estava imberbe quando entrei na sele&ccedil;&atilde;o secundarista de Handebol, em 1975. Depois, joguei pelo CESEME em 1980 e participei, pela sele&ccedil;&atilde;o da UFAC, dos jogos universit&aacute;rios de 1982 no Maranh&atilde;o. A&iacute; parei, porque j&aacute; era comunista h&aacute; tr&ecirc;s anos e a milit&acirc;ncia (e o sectarismo bobo) &ldquo;impedia&rdquo; que eu</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal">continuasse brincando de lateral esquerdo nos times de Handebol.<span style="mso-spacerun:yes">&nbsp; </span>Os jogos foram ficando guardados nas juntas cada vez mais endurecidas pelo tempo.</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-fareast-language:<br />
PT-BR;mso-no-proof:yes"><img alt="" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image005(12).jpg" /></span></p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Mas, surgiu a novidade!</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>A Capit&atilde; Of&eacute;lia Machado, que arrebentava no antigo time do Rio Branco, come&ccedil;ou a organizar um &ldquo;racha&rdquo; da saudade. E-mails, telefonemas, recados, come&ccedil;aram a se espalhar na cidade. Com o pr&eacute;-requisito de que o jogo s&oacute; poderia contar com os acima de 40 (que n&atilde;o foi bem assim, para sorte das nossas craques), a dire&ccedil;&atilde;o do Col&eacute;gio Meta III cedeu a quadra e marcou-se o dia, a hora e a expectativa.</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Comandantes Afr&acirc;nio Moura (jogava em 1974 no ent&atilde;o CSU &#8211; Centro Social Urbano, da Esta&ccedil;&atilde;o Experimental) e Glauco Saraiva (sele&ccedil;&otilde;es do CESEME e Batatais/SP, 1981), encarregaram-se dos aquecimentos. Mustafa Anute (1974, CSU), providenciou os equipamentos. E a nossa craque inesquec&iacute;vel,<span style="mso-spacerun:yes">&nbsp; </span>Rosaildes, a &ldquo;Bolha&rdquo;, cuidou da motiva&ccedil;&atilde;o e do entusiasmo&#8230;</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Jogamos menos de uma hora. Mas parec&iacute;amos que est&aacute;vamos num longo campeonato, pela emo&ccedil;&atilde;o, cansa&ccedil;o e pelas dores distantes que reapareciam torturantes, depois de 28 anos.</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="mso-spacerun:yes">&nbsp;</span>Somos poucos ainda. Faltam muitos e muitos. Sabemos que eles voltar&atilde;o devagarzinho&#8230;</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Enquanto isso, ao lado Of&eacute;lia, Mustafa, Sanny, Afr&acirc;nio, Cei&ccedil;a, Edna, Glauco, Vanda, Shirley, Cleudomar, Bolha e outros, vamos brincando com a gera&ccedil;&atilde;o de hoje, a meninada dos Jogos Escolares, l&aacute; na quadra do Meta.</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Todas as ter&ccedil;as-feiras, &agrave;s 20h00.</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Mas antes, fa&ccedil;o a Ora&ccedil;&atilde;o ao Tempo, do Caetano Veloso.</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><span style="mso-tab-count:1">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Depois, &eacute; tenoxican, ibuprofeno e muito, muito, gelol&#8230;</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal">&nbsp;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</p>
<p style="text-align:justify" class="MsoNormal"><b style="mso-bidi-font-weight:<br />
normal"><span style="font-size:16.0pt;color:#C00000">PARA MAIORES INFORMA&Ccedil;&Otilde;ES:</span></b><!--[if !mso]></p>
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<td width="84" rowspan="7" style="width:62.75pt;padding:.75pt .75pt .75pt .75pt">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="mso-fareast-language:<br />
            PT-BR;mso-no-proof:yes"><img alt="http://www.ligahand.com.br/confe/images/logoacre.jpg" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image006(34).jpg" /></span></p>
</td>
<td width="302" style="width:226.75pt;background:#336699;padding:.75pt .75pt .75pt .75pt">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><b>&nbsp;</b></p>
</td>
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<tr style="mso-yfti-irow:1">
<td style="background:#CCCCCC;padding:.75pt .75pt .75pt .75pt">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><b>Federa&ccedil;&atilde;o Acreana de   Handebol</b></p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow:2">
<td style="background:#CCCCCC;padding:.75pt .75pt .75pt .75pt">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><b>Presidente: Maria Rosa&iacute;ldes   Dantas Barros</b></p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow:3">
<td style="background:#F0F0F0;padding:.75pt .75pt .75pt .75pt">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">Rua Coronel Jo&atilde;o Donato s/n &ndash;   Sala das Federa&ccedil;&otilde;es</p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow:4">
<td style="background:#F0F0F0;padding:.75pt .75pt .75pt .75pt">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">69909-340 Rio Branco-AC</p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow:5">
<td style="background:#F0F0F0;padding:.75pt .75pt .75pt .75pt">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">3223-2748 / 9974-1061</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">FAX: 68   3223-2748&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow:6">
<td style="background:#F0F0F0;padding:.75pt .75pt .75pt .75pt">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">E-mail:&nbsp;<a href="mailto:acrehandebol@yahoo.com.br">acrehandebol@yahoo.com.br</a></p>
</td>
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<tr style="mso-yfti-irow:7;mso-yfti-lastrow:yes">
<td style="padding:.75pt .75pt .75pt .75pt">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">&nbsp;</p>
</td>
<td style="background:#F0F0F0;padding:.75pt .75pt .75pt .75pt">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">&nbsp;</p>
</td>
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</tbody>
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">&nbsp;</p>
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		<title>LEMBRANÇAS E SALTENHAS&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jul 2011 07:40:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Afonso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;TEXTO: PATRYCIA COELHO 
(COMPANHEIRA TAMB&#201;M DE SABORES).
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; FOTO: ACERVO MIRAGINA A antiga Lanchonete Miragina, ao lado do quartel: &#8230;todos os dias meu encontro com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;<b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: rgb(192, 0, 0); line-height: 115%; font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; font-size: 16pt;">TEXTO: PATRYCIA COELHO </span></b></p>
<p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="color: rgb(192, 0, 0); line-height: 115%; font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; font-size: 14pt;">(COMPANHEIRA TAMB&Eacute;M DE SABORES).</span></p>
<p style="text-align: left;" class="MsoNormal"><b><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; font-size: 8pt;"><span style="mso-spacerun: yes;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; F</span><b style="mso-bidi-font-weight: normal;">OTO: ACERVO MIRAGINA</b></span></b><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: rgb(192, 0, 0); line-height: 115%;"><img src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image001(25).jpg" alt="" style="width: 474px; height: 302px;" /></span><b style=""><span style="line-height: 115%;"> A antiga Lanchonete Miragina, ao lado do quartel: &#8230;todos os dias meu encontro com o sabor!</span></b></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; font-size: 14pt;"><span style="mso-spacerun: yes;">&nbsp;</span><span style="mso-tab-count: 1;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="line-height: 115%;">N&atilde;o sou jornalista. Portanto, como n&atilde;o &eacute; dever de of&iacute;cio, gosto de escrever quando tenho vontade, quando as hist&oacute;rias ficam empurrando com for&ccedil;a a portinhola que d&aacute; acesso ao cora&ccedil;&atilde;o e pedem mesmo para sair e olhar a luz do sol. Por isso demoro tanto pra iniciar a escrita e muitas vezes, de perfeccionista que sou, desmonto qualquer palavrinha mais metida, que saiu pela portinha assim meio que sem licen&ccedil;a, s&oacute; de vontade de dar uma volta. </span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="line-height: 115%;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tenho a maior inveja de quem senta, pega uma pauta, sofre um pouco, mas organizadamente, produz ou faz nascer um texto que muitas vezes encanta a quem o l&ecirc;, &agrave;s vezes numa calma manh&atilde; de domingo, com uma bela x&iacute;cara de caf&eacute; nas m&atilde;os e um som de passarinhos no quintal. Eu, n&atilde;o. Para que as letrinhas se arrumem no papel, o cora&ccedil;&atilde;o tem que estar envolvido e como escrevo sobre hist&oacute;rias e comida, os sabores e as lembran&ccedil;as precisam passear em volta, dar o ar da gra&ccedil;a&#8230;</span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="line-height: 115%;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Meu maridinho &eacute; um desses, um dos bons. Como eu orgulhosamente fui nomeada sua editora, sempre leio seu texto em primeira m&atilde;o, o que n&atilde;o significa que &eacute; f&aacute;cil: como toda boa queda de bra&ccedil;o entre dois cidad&atilde;os opiniosos, eu e ele, enquanto o leio, ele fica assim como que um buldogue a quem se quer tirar o osso. Aceita sugest&otilde;es, &eacute; claro, mas os estilos s&atilde;o diferentes e ele fica ali do lado, com o rosnado preparado. </span></span></span></p>
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="font-size:10.0pt;<br />
line-height:115%;font-family:Arial">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sempre nos entendemos bem e poucas vezes precisei ficar calada ou desgostar do que li. Houve apenas um ou dois momentos, nesses tempos de edi&ccedil;&atilde;o amadora, em que ele preferiu reescrever tudo e o fez de forma t&atilde;o linda que me provocou l&aacute;grimas nos olhos. Os homens s&atilde;o assim, mesmo os muito sens&iacute;veis. Meio turr&otilde;es, meio calad&otilde;es de fora pra dentro, ainda que s&oacute; o perceba quem os conhece. H&aacute; que ter paci&ecirc;ncia, s&atilde;o pessoinhas que merecem respeito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="font-size:10.0pt;<br />
line-height:115%;font-family:Arial">&nbsp;</span><span style="font-family: Arial;"><span style="line-height: 115%;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span><span style="line-height: 115%;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; </span></span><b><span style="font-family: Arial;"><span style="line-height: 115%;">www.miragina.com.br</span></span></b><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; font-size: 14pt;"><img src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/Untitled-1.jpg" style="width: 474px; height: 319px;" alt="" /></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><b>B</b><b style=""><span style="line-height: 115%;">iscoitos de Castanha: uma tradi&ccedil;&atilde;o acondicionada em charmosas latinhas&#8230;</span></b></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; font-size: 14pt;"><span style="mso-tab-count: 1;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="line-height: 115%;">Mas esse texto, ainda que para elogiar os bons jornalistas, dos quais tenho tantos e t&atilde;o honrosos exemplos, como&nbsp; meu querido Elson Martins, um mestre, &eacute; mesmo para falar do meu processo criativo. Tentar colocar em palavras aquilo que o sentimento expressa por vias curvas ou n&atilde;o t&atilde;o retas: um bolinho para um amigo, um mingau, aquele bife com cebolas, a farofa de ovos que s&oacute; a m&atilde;e sabe fazer&#8230; comida, como j&aacute; se v&ecirc;, de alma, que fala de conforto, que coloca o nosso p&eacute; numa meia quentinha, no colo das pessoas queridas. Essa &eacute; a comida que me d&aacute; mais prazer e &eacute; a comida sobre a qual eu gosto de falar.</span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="line-height: 115%;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nada contra as experimenta&ccedil;&otilde;es, o moderno,&nbsp; a t&eacute;cnica, as medidas exatas. Cada alquimista no seu caldeir&atilde;o. Estou falando de tudo isso para lembrar que um dia desses fui &agrave; <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Confeitaria Rosam&eacute;lia</b> comprar saltenhas assadas, daquelas que desde crian&ccedil;a me acostumei a comer quentinhas, com um creme de frango borbulhante dentro, pedacinhos de batata e uma azeitona verde para dar o tom. Levei dois dep&oacute;sitos, pois elas iriam para longe, satisfazer paladares distantes.</span></span></span></p>
<p style="text-align: left;" class="MsoNormal"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; font-size: 8pt;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; FOTO: PATRYCIA COELHO</b></span><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; font-size: 14pt;"><img src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image003(17).jpg" alt="" style="width: 473px; height: 264px;" /></span></b><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><b style=""><span style="line-height: 115%;">A saltenha <i style="mso-bidi-font-style: normal;">Creolla: </i>uma<i style="mso-bidi-font-style: normal;"> </i>novidade, com o sabor da pimenta delicadamente amenizado pela do&ccedil;ura das passas&#8230; </span></b></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="line-height: 115%;">A simp&aacute;tica atendente deve ter visto em meus olhos a percep&ccedil;&atilde;o da gula, pois me ofereceu um novo sabor, a <b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;">creolla</i></b><i style="mso-bidi-font-style: normal;">, </i>com carne picadinha, ovo cozido em pedacinhos min&uacute;sculos, passas e uma pimenta&#8230; ai, a pimenta! Para fortes e corajosos, dessas que v&atilde;o at&eacute; a alma&#8230; mas, uma verdadeira del&iacute;cia, depois que as papilas se acostumam &agrave; novidade. A confeitaria serve outras guloseimas como biscoitos de castanha, p&atilde;es, bolos, &nbsp;sucos e docinhos. &nbsp;</span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="line-height: 115%;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lembrei-me da <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Lanchonete Miragina</b>, dos mesmos donos, nos idos de 80, localizada na ent&atilde;o Pra&ccedil;a Pl&aacute;cido de Castro. O grupo, familiar e tradicional na cidade, foi pioneiro na fabrica&ccedil;&atilde;o de massas e biscoitos, estes tamb&eacute;m acondicionados hoje, al&eacute;m da embalagem tradicional, em charmosas latas, prontas para viagem e presente.</span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="line-height: 115%;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N&atilde;o conheci o patriarca, seu Abrah&atilde;o. Mas lembro perfeitamente de dona Mirian Fel&iacute;cio, sempre elegante, supervisionando tudo. </span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="line-height: 115%;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A antiga lanchonete, um espa&ccedil;o amplo no Centro, moderno, foi meu ponto preferido para pequenos lanches durante o tempo em que trabalhei no extinto BNH, pertinho do est&aacute;dio Jos&eacute; de Melo. O BNH foi extinto, a pra&ccedil;a mudou de nome e a lanchonete deu origem ao primeiro shopping do Acre, o Mira, mas as saltenhas continuam a viajar apertadinhas nos dep&oacute;sitos ou embaladas caprichosamente uma a uma para confortar o apetite saudoso de quantos a tenham conhecido, acreanos ou agregados. E continuam a encantar as novas e as n&atilde;o t&atilde;o novas gera&ccedil;&otilde;es, que batem o ponto todos os dias para degust&aacute;-las. </span></span></span></p>
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		<title>ESTOU NA BIBLIOTECA DA FLORESTA…</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 04:24:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Afonso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;
 Regiclay Saady
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Assumi a Dire&#231;&#227;o da Biblioteca da Floresta.
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Sou o novo Diretor gra&#231;as &#224; sensibilidade e compromisso do nosso governador Ti&#227;o Viana, que deu aten&#231;&#227;o especial &#224; Biblioteca. Tamb&#233;m devido ao convencimento dos amigos Edegard de Deus, Elson Martins e Dircinei Souza, nosso presidente da Funda&#231;&#227;o de Cultura e, muito especialmente, ao companheirismo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right;"><span style="font-size: 8pt;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span><b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Regiclay Saady</b></span><img style="width: 473px; height: 262px;" alt="" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image002(62).jpg" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Assumi a Dire&ccedil;&atilde;o da Biblioteca da Floresta.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Sou o novo Diretor gra&ccedil;as &agrave; sensibilidade e compromisso do nosso governador Ti&atilde;o Viana, que deu aten&ccedil;&atilde;o especial &agrave; Biblioteca. Tamb&eacute;m devido ao convencimento dos amigos Edegard de Deus, Elson Martins e Dircinei Souza, nosso presidente da Funda&ccedil;&atilde;o de Cultura e, muito especialmente, ao companheirismo da Patrycia, minha mulher, al&eacute;m de v&aacute;rias pessoas queridas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Vou para essa estrada na boa companhia dos fatos hist&oacute;ricos e dos sonhos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Cuidarei, respeitosamente, das mem&oacute;rias, das admira&ccedil;&otilde;es e das mensagens de luz que a Biblioteca da Floresta envia para o futuro.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Tenho consci&ecirc;ncia do tempo e do espa&ccedil;o necess&aacute;rios para compreender o sentimento da Biblioteca.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Para n&oacute;s, o passado ser&aacute; o futuro realizado. O presente, o futuro que se realiza. E o futuro, o horizonte de todas as possibilidades. Um tempo que est&aacute; inserido em nosso espa&ccedil;o de unidade diversificada &ndash; onde a floresta &eacute; o maior exemplo &ndash; e que comporta culturas, modos, pol&iacute;ticas, espiritualidades, s&oacute;cio-ambientalismos e, principalmente, multi-saberes.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Aqui est&aacute; a Miss&atilde;o, a ess&ecirc;ncia, da nova dire&ccedil;&atilde;o.</b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="mso-tab-count: 1;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>A Biblioteca da Floresta priorizar&aacute; o Di&aacute;logo entre os Saberes.</b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><img style="width: 470px; height: 318px;" alt="" src="http://www.varaldeideias.com/1/wp-content/uploads/image004(43).jpg" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span style="color: black;">Dialogar os conhecimentos da tradi&ccedil;&atilde;o e da modernidade, trabalhar com o aprendizado anterior para os afazeres do presente, enriquecer as feituras do agora com o acumulado pela roda da hist&oacute;ria, preservar os s&aacute;bios ensinamentos e promov&ecirc;-los, divulgar os avan&ccedil;os da ci&ecirc;ncia, estudar e aprofundar o moderno pensar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="color: black;"><span style="mso-tab-count: 1;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>A Ci&ecirc;ncia e a Tradi&ccedil;&atilde;o. O Tradicional e o Moderno.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="color: black;"><span style="mso-tab-count: 1;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&Iacute;ndios, seringueiros, ribeirinhos, s&aacute;bios da floresta, sociedades urbanas, cientistas, estudiosos, acad&ecirc;micos, pesquisadores, professores, artistas, intelectuais, amantes das transcend&ecirc;ncias e do humanismo, dialogando, dialogando, at&eacute; onde for poss&iacute;vel, potencializando as liberdades e oferecendo proposi&ccedil;&otilde;es inovadoras que tanto necessitamos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="color: black;"><span style="mso-tab-count: 1;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Estou em boas companhias. Numa cerim&ocirc;nia simples, singela, iniciamos nossos trabalhos neste 1&ordm;. de julho com uma equipe pequena, mas com qualidade e muita disposi&ccedil;&atilde;o. V&aacute;ssia Silveira, Marcela Chaar, Paula Meireles, Elaine Souza, Fernanda Lilian, Wesley Di&oacute;genes, Abra&atilde;o P&eacute;ricles, Tiana Medeiros, Francisco Hip&oacute;lito, al&eacute;m dos valorosos estagi&aacute;rios e estagi&aacute;rias, far&atilde;o comigo esta bela caminhada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="color: black;"><span style="mso-tab-count: 1;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Agrade&ccedil;o ao Jorge Viana, que idealizou e construiu a Biblioteca da Floresta, &agrave; Marina Silva que emprestou (e empresta) seu nome para n&oacute;s, ao Binho Marques, que a potencializou e ao Ti&atilde;o Viana que a p&ocirc;s no cora&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m n&atilde;o poderia deixar de agradecer e reconhecer o maravilhoso trabalho da equipe anterior da Biblioteca, comandada pelo professor e bi&oacute;logo Edegard de Deus. Sem eles, a Biblioteca da Floresta n&atilde;o seria o que &eacute; hoje: um orgulho para o Acre e uma admira&ccedil;&atilde;o para o Brasil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Estamos todos convidados a caminhar.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;"><br />
</span>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<span style="mso-tab-count: 2;">&nbsp;&nbsp; <br />
</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%;"><b><span style="color: rgb(192, 0, 0); line-height: 150%; font-size: 16pt; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Tahoma;">Equipe da Biblioteca da Floresta</span></b></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;">Dire&ccedil;&atilde;o <br />
</span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Marcos Afonso Pontes de Souza</b></span></span><span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;">Coordena&ccedil;&atilde;o Executiva<br />
</span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;">V&aacute;ssia Vanessa da Silveira</b></span></span><span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;">Assessoria de Publicidade e Eventos<br />
<span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Marcela Nunes Chaar</b></span></span></p>
<p>Secretaria<br />
</span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Paula Figueiredo Meirelles</b></span></span><span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;">Sub-secretaria<br />
</span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Elaine Alves de Souza</b></span></span><span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;">Assessoria T&eacute;cnica<br />
<span style="font-family: Arial;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Fernanda Lilian Souza Silva</b><br />
<b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Wesley Di&oacute;genes Matos</b></span></p>
<p>Assessoria para Servi&ccedil;os Gerais e Condu&ccedil;&atilde;o<br />
</span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Abra&atilde;o P&eacute;ricles Moreno da Silva</b></span></span><span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;">Controle de Acervo<br />
</span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Maria Sebastiana Oliveira de Medeiros</b></span></span><span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;">T&eacute;cnico em Acervo Digital<br />
<span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Francisco</b><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"> Hip&oacute;lito do Vale Ara&uacute;jo</b></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
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