40 ANOS DE CINEMA NO ACRE…
Publicado em 24 / fev / 2013.
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A Fundação Elias Mansour (FEM) e a Associação Acreana de Cinema (Asacine), com o apoio da Biblioteca da Floresta, FGB e Governo do Acre, promovem o “10º Festival Acreano de Vídeo”, como início das celebrações dos 40 anos do cinema acreano. As exibições dos filmes e debates ocorrerão durante toda esta semana, a partir das 19h30min, no auditório da Biblioteca.
Segundo o cineasta e organizador do evento Adalberto Queiroz, “o X Festival Acreano de Vídeo tem o objetivo de homenagear quatro décadas de produções audiovisuais e destacaremos filmes que tratam de temas regionais como “Rio Branco – 130 Anos de Lutas e Progresso”, do produtor Gilberto Trottamondo; "Osvaldo Moura de Oliveira – Rompendo Barreira e Fronteiras", de Adalberto Queiroz; "Etnograffiti" de Carina Cordeiro e “Awara Nane Putana – Uma história do cipó", de Sérgio de Carvalho; o destaque "Empate", de Valdir Calixto e Adalberto Queiroz, e “Mapinguari, a lenda”, de Enilson Amorim”.
Adalberto Queiroz, um dos pioneiros do cinema acreano, ainda na ativa e com o maior acervo da história…
Após cinco edições veio a necessidade de ampliar parcerias e então é fundada a Associação Acreana de Cinema (Asacine). Na ocasião, o Super 8 perde espaço no mercado com a chegada do VHS, impossibilitando o grupo de produzir de
Hoje, a Asacine é presidida pelo cineasta Adalberto Queiroz, um dos pioneiros da sétima arte no Estado e ressalta que os festivais são uma forma de promover, ao máximo, a qualificação e renovação do seu quadro de associados, incentivar a produção de curtas e longas, e promover debates que possibilitem o encontro entre o público e o realizador. (Texto: bibliotecaflorestaacre.blogspot.com.br)
“Rosinha, a Rainha do Sertão (1974)”, de João Manhãs, está presente na memória dos acreanos…
Veja a Programação:
25/02 Segunda-feira
19h30 Abertura solene homenageando personalidades históricas
20h Mesa redonda: “Homens e mulheres da história do cinema acreano”
Debate com o professor Hélio Costa Jr, autor do livro “Acreanos do Cinema”
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
26/02 Terça-feira
20h – Rio Branco – 130 Anos de Lutas e Progresso
Duração: 25 min – Direção: Gilberto Trottamondos
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
O documentário conta a história do Acre desde a vinda do cearense Newtel Maia, fundador do seringal Empresa (atual Rio Branco), passando pela Revolução Acreana, à conquista da independência do Estado até o ano de 1999, quando o jovem engenheiro Jorge Viana assumiu o governo impulsionando uma nova fase de desenvolvimento.
27/02 Quarta-feira
19h30 – Osvaldo Moura de Oliveira – Rompendo Barreiras e Fronteiras
Duração: 22 min – Direção: Adalberto Queiroz
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
Após 60 anos de vida dentro dos seringais do Brasil e da Bolívia, o senhor Osvaldo Moura, de 92 anos, resolveu alfabetizar-se na Escola do Serviço Social do Comércio, em Brasiléia. Este documentário retrata a sua vida e o seu entusiasmo que é compartilhado com muita alegria por seus colegas de sala, professores, familiares e outras pessoas da comunidade dos dois países.
19h30 – Etnograffiti
Duração:13 min – Direção: Carina Cordeiro
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
Documentário elaborado a partir da cobertura da Oficina de Etnograffiti, realizada no período de fevereiro a abril, na Biblioteca da Floresta. Mostra-se o processo de criação do stencil, corte e de técnicas de desenho, no qual a arte moderna e a tradicional (influência dos povos indígenas) são estudadas e valorizadas.
19h45 – Awara Nane Putane – Uma história do cipóDuração: 20 min – Direção: Sérgio Carvalho
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
Animação que conta o mito de origem do uso tradicional da ayahuasca, na versão da etnia yawanawa que vive no coração da floresta amazônica, nas margens do Rio Gregório, no estado do Acre. O curta é todo falado em idioma yawanawa, povo que pertence ao tronco linguístico Pano.
01/03 Sexta-feira
19h30 – Empate
Duração: 22 min – Direção: Valdir Calixto/Adalberto Queiroz
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
Trata-se de um registro de aspectos marcantes da nossa história recente, pois revela os conflitos entre os “paulistas", os seringueiros e os posseiros que viviam do extrativismo da borracha, da castanha e da pequena lavoura, no Baixo e Alto Acre. O vídeo foi produzido em parceria da Fundação Elias Mansour com a Asacine, por meio do Projeto CinemAção, via Incentivo Direto e compartilhado pelo Fundo de Cultura do Município de Rio Branco, via Fundação Garibaldi Brasil.
02/03 Sábado
19h30 – Mapinguari, a lendaDuração: 16 min.
Direção: Enilson Amorim
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
A animação em 2D mostra a vida de uma tribo indígena localizada às margens do rio Juruá, onde mora um indiozinho chamado Manauá e sua amiga Cunhaporá. Ao desrespeitar uma lei de sua tribo, Manauá revive a terrível história da cobra grande, que o pune transformando-o no lendário Mapinguari. A única condição que fará Manauá voltar a ser índio é realizar um ato de bondade.
Coquetel de encerramento
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