40 ANOS DE CINEMA NO ACRE…

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A Fundação Elias Mansour (FEM) e a Associação Acreana de Cinema (Asacine), com o apoio da Biblioteca da Floresta, FGB e Governo do Acre, promovem o “10º Festival Acreano de Vídeo”, como início das celebrações dos 40 anos do cinema acreano.  As exibições dos filmes e debates ocorrerão durante toda esta semana, a partir das 19h30min, no auditório da Biblioteca.

Segundo o cineasta e organizador do evento Adalberto Queiroz, “o X Festival Acreano de Vídeo tem o objetivo de homenagear quatro décadas de produções audiovisuais e destacaremos filmes que tratam de temas regionais como “Rio Branco – 130 Anos de Lutas e Progresso”, do produtor Gilberto Trottamondo; "Osvaldo Moura de Oliveira – Rompendo Barreira e Fronteiras", de Adalberto Queiroz; "Etnograffiti" de Carina Cordeiro e  “Awara Nane Putana – Uma história do cipó", de Sérgio de Carvalho; o destaque "Empate", de Valdir Calixto e Adalberto Queiroz, e “Mapinguari, a lenda”, de Enilson Amorim”.

Adalberto Queiroz, um dos pioneiros do cinema acreano, ainda na ativa e com o maior acervo da história…


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Existente desde 1979, o Festival surgiu a partir da iniciativa de jovens acreanos, amantes do cinema que queriam apresentar à população suas produções independentes. Com o apoio da Universidade Federal do Acre (Ufac), a primeira edição teve como ganhadores Binho Marques e Silvio Margarido, com o filme “Xadrez”, e foi considerada a primeira animação acreana, no qual retratava uma partida do jogo.

Após cinco edições veio a necessidade de ampliar parcerias e então é fundada a Associação Acreana de Cinema (Asacine). Na ocasião, o Super 8 perde espaço no mercado com a chegada do VHS, impossibilitando o grupo de produzir de 1983 a 1988, pois era um material muito caro na época. A volta das edições ocorre em 1989, agora com o nome Festival Acreano de Vídeo, acompanhando as novas tecnologias.

Hoje, a Asacine é presidida pelo cineasta Adalberto Queiroz, um dos pioneiros da sétima arte no Estado e ressalta que os festivais são uma forma de promover, ao máximo, a qualificação e renovação do seu quadro de associados, incentivar a produção de curtas e longas, e promover debates que possibilitem o encontro entre o público e o realizador. (Texto: bibliotecaflorestaacre.blogspot.com.br)

 “Rosinha, a Rainha do Sertão (1974)”, de João Manhãs, está presente na memória dos acreanos…

Veja a Programação:

25/02 Segunda-feira
19h30  Abertura solene homenageando personalidades históricas
20h  Mesa redonda: “Homens e mulheres da história do  cinema acreano”

          Debate com o professor Hélio Costa Jr, autor do livro “Acreanos do Cinema”

Local: Auditório da Biblioteca da Floresta

26/02 Terça-feira

20h – Rio Branco – 130 Anos de Lutas e Progresso

Duração: 25 min – Direção: Gilberto Trottamondos
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta

O documentário conta a história do Acre desde a vinda do cearense Newtel Maia, fundador do seringal Empresa (atual Rio Branco), passando pela Revolução Acreana, à conquista da independência do Estado até o ano de 1999, quando o jovem engenheiro Jorge Viana assumiu o governo impulsionando uma nova fase de desenvolvimento.

27/02 Quarta-feira

19h30 – Osvaldo Moura de Oliveira – Rompendo Barreiras e Fronteiras

Duração: 22 min – Direção: Adalberto Queiroz

Local: Auditório da Biblioteca da Floresta

Após 60 anos de vida dentro dos seringais do Brasil e da Bolívia, o senhor Osvaldo Moura, de 92 anos, resolveu alfabetizar-se na Escola do Serviço Social do Comércio, em Brasiléia. Este documentário retrata a sua vida e o seu entusiasmo que é compartilhado com muita alegria por seus colegas de sala, professores, familiares e outras pessoas da comunidade dos dois países.

28/02 Quinta-feira

19h30 – Etnograffiti

Duração:13 min – Direção: Carina Cordeiro

Local: Auditório da Biblioteca da Floresta

Documentário elaborado a partir da cobertura da Oficina de Etnograffiti, realizada no período de fevereiro a abril, na Biblioteca da Floresta. Mostra-se o processo de criação do stencil, corte e de técnicas de desenho, no qual a arte moderna e a tradicional (influência dos povos indígenas) são estudadas e valorizadas.

19h45  – Awara Nane Putane – Uma história do cipóDuração: 20 min – Direção: Sérgio Carvalho

Local: Auditório da Biblioteca da Floresta

Animação que conta o mito de origem do uso tradicional da ayahuasca, na versão da etnia yawanawa que vive no coração da floresta amazônica, nas margens do Rio Gregório, no estado do Acre. O curta é todo falado em idioma yawanawa, povo que pertence ao tronco linguístico Pano.

01/03 Sexta-feira

19h30 – Empate

Duração: 22 min – Direção: Valdir Calixto/Adalberto Queiroz

Local: Auditório da Biblioteca da Floresta

Trata-se de um registro de aspectos marcantes da nossa história recente, pois revela os conflitos entre os “paulistas", os seringueiros e os posseiros que viviam do extrativismo da borracha, da castanha e da pequena lavoura, no Baixo e Alto Acre. O vídeo foi produzido em parceria da Fundação Elias Mansour com a Asacine, por meio do Projeto CinemAção, via Incentivo Direto e compartilhado pelo Fundo de Cultura do Município de Rio Branco, via Fundação Garibaldi Brasil.

02/03 Sábado

19h30 – Mapinguari, a lendaDuração: 16 min.

Direção: Enilson Amorim

Local: Auditório da Biblioteca da Floresta

A animação em 2D mostra a vida de uma tribo indígena localizada às margens do rio Juruá, onde mora um indiozinho chamado Manauá e sua amiga Cunhaporá. Ao desrespeitar uma lei de sua tribo, Manauá revive a terrível história da cobra grande, que o pune transformando-o no lendário Mapinguari. A única condição que fará Manauá voltar a ser índio é realizar um ato de bondade.

Coquetel de encerramento

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Para mais informações entre em contato com a Coordenação de Comunicação da Biblioteca da Floresta: assessoriabfac@gmail.com ou pelo telefone: 3223-9939